segunda-feira, agosto 27, 2012















LENDA DAS SETE CIDADES

Na Atlântida perdida
Que pl’o mar foi engolida
Em grandes calamidades
Conta a lenda que existiu
Um reino que se extinguiu
Chamado Sete Cidades.

Tinha o rei, a senhoria,
Deste reino, que regia,
Uma filha muito amada
(O tesouro da família)
Dava pl’o nome de Antília
Linda como a madrugada.

Era a filha o seu desvelo
Porém sair do castelo
O rei não lhe permitia.
Mas ela não acatava
As ordens e se esgueirava
Quando ele a sesta dormia.

Ia a bela princesinha
Ao início da tardinha
Para os campos passear
Quando uma dia caminhava 
Ouviu uma flauta. Tocava
Melodias de encantar.

Quem essa flauta tangia,
Construindo a melodia,
Era um bonito pastor,
Que por fim a descobriu
E entre os dois logo floriu
Um grande e profundo amor.

Lá vai o pastor formoso
Pedir ao rei poderoso
P’ra princesa desposar
El-rei, esse, não gostou
E ali mesmo jurou
Que o mandaria matar.

Vendo a princesa a maldade,
Que seu pai, sem piedade,
Proibia seu grande amor
Com as esperanças perdidas
Foi um dia às escondidas
Procurar o seu pastor.

Quando sozinhos se acharam
Os dois muito prantearam
Não paravam de chorar.
Grande lamento era o seu
Ele de olhos cor do céu
Ela, verdes de encantar.

E entre escarpas formosas
Suas lágrimas copiosas
Duas lagoas formaram.
Uma do céu tomou cor
Outra verde e por amor
P’ra sempre unidas ficaram.

Se às cumeeiras passares
E os lagos não avistares
Só vires brumas que choram.
São cortinas. Na verdade,
Servem p’ra pôr à vontade
Dois amantes que namoram.

Aníbal Raposo
2012-08-27

1 comentário:

Por Amor disse...

Meu amigo querido ... Como sempre primas pelas belas palavras e sentimentos ordenados de tal forma que nos envolve do incio ao fim num desenvolver que toca de forma inequívoca nossa sensibilidade ... Mais uma vez parabéns .Com um abraço forte Pedro Pugliese