terça-feira, julho 23, 2013













ESTRELAS CADENTES

Aguardo, impaciente,
A imensa graça anual
Do meu céu de agosto.

Adivinho
O supremo artista,
Arrebatado,
De pincel em punho
E em pleno furor inventivo,
A riscar estrelas cadentes,
Incendiando a escuridão
Da imensa tela da noite.

Observo
O pintor
No seu trabalho.

E cinjo-te a cintura
Meu amor...

Aníbal Raposo 
Relva, 2013-07-23


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