sexta-feira, maio 01, 2015
















DAS INFINDÁVEIS BRUMAS

Admito que viver nas nuvens
tem o seu lado poético.
Mas andar afogado
nesta perene bruma
cansa.

Basta!

Que venha um raio de sol
rasgar os céus
e me devolva os pés
à terra enxuta.

Relva, 2015-05-01
Aníbal Raposo
(há dois dias perdido em nevoeiros)

2 comentários:

Nidja Andrade disse...

Basta de tanta sabedoria!...
Adoreiiiii

Graça Pires disse...

Também quero terra enxuta... Gostei do poema.
Beijo.