sábado, julho 11, 2015
















CABO VERDE

Quem te pôs um sorriso na boca que vive com pouco
E te deu um ouvido afinado não pode ser mouco.
Como cabe no afago dos braços um mundo de afeto?
Quem inventou essas praias tão brancas só pode ser preto.


É possível na Cidade Velha sonhar liberdade?
Um abraço perfeito de ilhéus, tão grande afinidade?
É possível no verde e na sede juntar amargura
Na certeza que juntos vivêmos a mesma aventura?

E sentir neste sal uma marca, um ferrete e um selo?
E cantar no Quintal duma Praia, em Nhô Djunga, Mindelo?
Como é que te queriam curvado sendo tu tão direito?
Nessa ginga da Casa da Morna há um tempo perfeito.

Diz como é que num riso tão limpo se curte alegria
Como nasce em tão poucos segundos tamanha empatia?
Como tudo do nada se cria e tão pouco se perde?
Terra linda, minha terra nua, doce Cabo Verde.

Relva, 2015-07-10

Foto de Carlos Loff Fonseca
S. Tiago- Cabo Verde ano de 78/9

4 comentários:

  1. Uma bela homenagem a Cabo Verde.
    Um beijo.

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  2. Excelente poema.
    Gostei imenso.
    Aníbal, parabéns pelo talento poético que as suas palavras revelam.
    Tenha um bom fim de semana.
    Abraço.

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  3. Ao passar pela net afim de encontrar novos amigos e divulgar o meu blog, me deparei com o seu que muito admiro e lhe dou os parabéns, pois é daqueles blogs que gostaria que fizesse parte de meus amigos virtuais.
    Pois se desejar visite o Peregrino E Servo. Leia alguma coisa e se gostar siga, Saiba porém que sempre vou retribuir seguindo também o seu blog.
    Minhas cordiais saudações, e um obrigado.
    António Batalha.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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