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sábado, dezembro 13, 2014
















RELÓGIO

Na minha velha parede
tenho um relógio. Os ponteiros
rodam sempre tão ligeiros
que não sei se o tempo mede.
E aqui quero confessar
uma estranha sensação:
na mecha louca a que vão
não os consigo enxergar.

Saudades tenho. Obcecado,
não me vejo a decidir,
se dos dias que hão de vir
se do que já foi gozado.
Vivo pois neste esconjuro
de saber, tempo malvado,
se corres para o futuro
se voas para o passado.

Relva, 2014-12-13
Aníbal Raposo

quarta-feira, janeiro 07, 2009



A DIMENSÃO DO FUTURO

Repara na pequena
semente da araucária
levada ao sabor do vento.  

A sua humildade
esconde a dimensão do futuro.

Ponta Delgada, 2009-01-09
Aníbal Raposo