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segunda-feira, março 28, 2011



AUTO-RETRATO
Tenho alma de marinheiro
Navego o mar da poesia
E para ser verdadeiro
Não sei se aporto algum dia

Sonho tanto, tanto, tanto
Que às vezes mesmo acordado
Eu sonho um sonho de espanto
Que não dá p'ra ser contado

A minha rima-veleiro
Mareio nas tempestades
Dos sonhos do mundo inteiro,
Dos montes, vales, cidades.

Olham e veem aprumo
Mas não estou cá de verdade
Navego em sonhos sem rumo
Oceanos de liberdade

Ponta Delgada, 2011-03-29

terça-feira, abril 21, 2009



PETER - CAFÉ SPORT

Há lugares assim...

Lugares de encontro das almas marinheiras,
vidas indomáveis, peles tisnadas pelo sol,
que vêm contar histórias de sal doutras latitudes
no meio de nenhures.

Na quadro da parede,
pendurado por cima do grande mapa mundi,
José Azevedo, o Peter, parece ouvir cada uma delas
com um sorriso bondoso e enigmático nos lábios.
Complacência de quem sempre as conheceu
contadas de diversas maneiras, em variados sotaques.

Ao canto do balcão 
a carta metereológica.
Às vezes, os afectos devem servir-se
em forma de comunicação anacrónica. 


Horta, 2009-04-20
Aníbal Raposo