sábado, maio 07, 2011


MINHA METADE

Single para abrir o apetite para o novo CD que vou editar em 2011.



Meu lindo bem-querer
Rosa do meu jardim
Não canso de dizer
O que és p'ra mim:

Minha mulher
Singelo encanto
Minha alma-irmã
És meu farol
Raio de sol
Luz da manhã

Minha empatia
Sabedoria
Sem ter idade
Minha poesia
Minha alegria
Minha metade

Minha água clara
Pedra tão rara
Meu talismã
Rima e compasso
Meu terno amasso
Minha maçã

Minha pepita
Coisa bonita
Cheirosa flor
Minha certeza
Minha riqueza
Meu doce amor

Aníbal Raposo
Ponta Delgada, 2011-01-31


Ponta Delgada, 2011-05-07

segunda-feira, março 28, 2011



AUTO-RETRATO
Tenho alma de marinheiro
Navego o mar da poesia
E para ser verdadeiro
Não sei se aporto algum dia

Sonho tanto, tanto, tanto
Que às vezes mesmo acordado
Eu sonho um sonho de espanto
Que não dá p'ra ser contado

A minha rima-veleiro
Mareio nas tempestades
Dos sonhos do mundo inteiro,
Dos montes, vales, cidades.

Olham e veem aprumo
Mas não estou cá de verdade
Navego em sonhos sem rumo
Oceanos de liberdade

Ponta Delgada, 2011-03-29

domingo, março 20, 2011



SOBRE A NUDEZ

Tu
E as minhas convicções.

Adoro mirar-vos de viés.
Jovens, remoçadas,
Admiravelmente
Nuas.

Lisboa, 2011-03-20

quinta-feira, março 03, 2011


"NO MAR" EM ÁFRICA

Quando menos esperamos a música que fazemos chega mais longe.

O tema "No Mar" chegou a Ceuta através do Grupo Coral de Torremolinos, de Espanha.

Agradeço a preferência.

Ponta Delgada, 2011-03-03

sexta-feira, fevereiro 25, 2011



FIM DE SEMANA

Foi-se a sexta!

Desembesta!
Abre a fresta!
Vive a festa!

Pouco resta,
Volta a gesta...


Ponta Delgada
2011-02-25

terça-feira, fevereiro 22, 2011



FILHAS

Carne da minha carne
Risos do meu riso
Sangue do meu sangue
Como de vós preciso...

Estar convosco é celebrar a arte feliz do reencontro
Ganhar de novo o norte nos mares perigosos
Desta vida turbulenta onde navego.

Atentar nos vossos rostos, nos traços e gestos comuns
Que Deus e alguns genes milagrosos esculpiram,
É festejar a alegria de reconhecer em vós o melhor de mim
Refletido em clemente e misericordioso espelho.


Lisboa, 2011-02-22

sábado, fevereiro 19, 2011




BALADA DE OUTONO

Poema ao vento
Com as crinas delirantes!
Outono lento
Com os sonhos bem distantes!
Meu sol sangrando em agonia
Meu corpo amando
Um farrapo de poesia.

Folhas de outubro
Sobre setembro:
- Mãos que descubro
Sem saber do que me lembro...
Meu barco atado
Ao cais da vida;
Lenço bordado
Que aceno em despedida

Tudo sereno
Neste mar em maresia
Um cheiro a feno
Vai na onda da poesia
Nas mãos da tarde
- Em concha pura
Um corpo arde
De espanto e de ternura

Eis o outono
Correndo à chuva!
Com ar de sono
E seu pranto de viúva...
Tudo cinzento.
Mágoa levada
No movimento
Desta garça abandonada

Longo tormento
Que novembro acarreta:
Poema dentro
Da barriga do poeta.
Minha placenta,
Sem ter idade,
Que não rebenta
Este grito de saudade.

Que parto ameno
De mim deriva?
- Meu filho pleno
Meu amor em carne viva;
Meu sangue e carne,
Criado e dono;
Folha da tarde
Que caiu no meu outono

Álamo de Oliveira

domingo, fevereiro 13, 2011



CHAMEI-TE LINDA, ENGRAÇADA

Chamei-te linda, engraçada
Da graça que Deus te deu
E tu deste uma risada
Quem a não tinha era eu

Que mais eu posso fazer
Posso eu fazer, ai de mim
P'ra um dia te ouvir dizer
Ouvir-te dizer que sim.

Deixa-me ao menos a espr'ança
A derradeira a morrer
Quem espera sempre alcança
Foi sempre o que ouvi dizer

És a flor que mais desejo
Das flores do meu roseiral
Quando, rosa, te não vejo
A vida corre-me mal

Sei que tu és o meu par
Sei que nasceste p'ra mim
Nunca se deve afastar
Flores do mesmo jardim

Rosa branca, tua cor,
No dia em que me quiseres
Farei de ti meu amor
A mais feliz das mulheres

Aníbal Raposo
Ponta Delgada, 2011-02-13
(Para a minha mulher nas vésperas de mais um dia de amor)

segunda-feira, janeiro 31, 2011



MINHA METADE

Meu lindo bem-querer
Rosa do meu jardim
Não canso de dizer
O que és p'ra mim:

Minha mulher
Singelo encanto
Minha alma-irmã
És meu farol
Raio de sol
Luz da manhã

Minha empatia
Sabedoria
Sem ter idade
Minha poesia
Minha alegria
Minha metade

Minha água clara
Pedra tão rara
Meu talismã
Rima e compasso
Meu terno amasso
Minha maçã

Minha pepita
Coisa bonita
Cheirosa flor
Minha certeza
Minha riqueza
Meu doce amor

Aníbal Raposo
Ponta Delgada, 2011-01-31

sábado, janeiro 29, 2011


JÁ DEI A VOLTA AO MEDO

Já dei a volta ao mundo
Já dei a volta ao medo
E p’ra dar esta volta
Só conheço um segredo:
Como se hoje fosse
O dia derradeiro
Juntar no mesmo abraço
O mundo inteiro

Eu sei que tu estás bem
Como eu bem também estou
A paixão pela vida
Foi o que nos juntou
Plantamos a semente
Que nos leva a sonhar
Gostamos desta terra
E deste mar


Bem sei que a vida é curta
Já estive p’ra partir
Por isso eu te aprecio
Porque me fazes rir
Em cada abraço teu
Há um mundo de emoção
Que me faz derreter
O coração

Assim, eu abro os braços
Perante o astro-rei
Pensando nos amigos
No que já partilhei
E agradeço a Deus,
Estar vivo, agora, aqui
Aquilo que já fui
O que vivi.

Aníbal Raposo
2011-01-29

quinta-feira, dezembro 02, 2010


A VELHA DO ZÉ MOURINHO

Apesar de iracundo
O Mou é o melhor do mundo
Vocês não levem a mal

Por muito que se reclame
Já foi o "Special one"
Agora "El especial"

Tal como se estraga bom vinho
E não há santo que não peque
O Barça pôs o Mourinho
A lavar no Cinq à Sec.

Ponta Delgada, 2010-12-02

Nota: "Velha" é sinónimo de cantiga de escárnio e mal dizer na ilha Terceira, Açores

quarta-feira, novembro 17, 2010


(foto: Sónia Nicolau)


DIA NA FAJÃ


Acorda mulher

Que já é manhã

Um canário canta

E enche a fajã.


É levantar cedo

Que a faina é comprida

Mexe-me esses ossos

Termina uma vida.


O sol está a pino

O calor aperta

Pios de milhafre

Falésia deserta.


E tu meu amigo

Afoga esta mágoa

A maré está cheia

Marrecos p'ra água.


Logo ao fim da tarde

Faz maré vazia

Vai pedir um laço

À casa da tia.


Vê lá não me enredes

Em conversas-teia

É que as duas manas

Já estão à moreia.


Depressa p’ra poça

Vai a minha equipe

Que existe uma taça

Aqui em despique.


Carrega no engodo

Despe-te que suas

Já sabes que a taça

É sempre p’ras duas.


Chega o fim do dia

Sem fumos nem carros

Ouve a sinfonia

O som dos cagarros.


Cara sem vergonha

És mesmo um cachorro

Não me ouves gritar

Ai Jesus que eu morro?


Ti Mané Caroucho

A coisa está feia

Dizem que já nascem

Bananas na areia.


Olha, não me digas...

Arreda! Demónio!

Dessa qualidade

Só tem o Sidónio.


Venho p’ra folia

Que não tenho sono.

Não me digas que esta

Rocha não tem dono...


Peixe no braseiro,

Hora de jantar,

Se és bom companheiro

Vem aqui cantar.


Vem aqui cantar

Nesta noite bela

Mas vais amarrar

Primeiro a cadela.


Não te preocupes

Já está amarrada

Não pega em ninguém

Aqui da latada.


No escuro da lua

Solta os teus desejos

Acende o farol

Vai aos caranguejos.


Com vento do sul

E um breve aguaceiro

Leva um saco grande

Vais ser o primeiro.


Ouve rapazinho

Já arranjei o saco

E vou-me aos fidalgos

P’ro pé do Buraco.


Depois da apanha

Se estiveres gelado

Passa cá em casa

E toma um abafado.


Toma um abafado

Que fugiste à selva

Num dia passado

Na Rocha da Relva.


Relva, 17 de Novembro de 2010

Nota:

Esta é uma cantiga ao gosto popular, escrita em código rocheiro (falar dos utilizadores da fajã da Rocha da Relva), que será gravada no meu próximo CD.

quarta-feira, setembro 15, 2010



SETEMBRO

Chegou Setembro.

O choro e o cheiro das uvas maduras
fundiram-se na alegria do vinho novo.

Aguardo agora que as folhas caiam comigo,
suavemente, nos amarelos de outono.

Quando as primeiras chuvas do inverno chegarem,
prometo que estamparei na minha velha face
um riso de menino inventor de primaveras.

Ponta Delgada, 2010-09-15

sexta-feira, agosto 27, 2010



QUEM TE DISSE

Quem te sugeriu que atentasses bem ao círculo da vida
Porque não há sucesso ou mal que sempre permaneça?
Quem te disse para nunca amares o poder só pelo poder
E que fosses lesto no agradecer e lento no protesto?

Quem te alvitrou que a vida é bela mas um risco permanente
E que quem o compreende e assimila cresce e se humaniza?
Quem te disse para não remoeres constantemente as tuas mágoas
E gozares daquilo que é presente pois que é dádiva dada do mais alto?

Quem te propôs seres insubmisso e forte em tua mente
E praticares a arte de duvidar do que facilmente te é doado?
Quem te ensinou que somos treinados para ser obedientes servos
Do nosso eu, terreno íntimo onde devemos ser senhores?

Quem te lembrou que o silêncio é de ouro e oração dos sábios?
Que quando te calas mantens a dignidade face à injustiça?
Quem te disse que a capacidade de te entenderes, saberes de ti,
Não se aprende nos bancos da escola mas calcando o pó da estrada?

Quem te aconselhou a te sentires bem na tua pele
Já que és um mero viajante na estrada do tempo?
Quem te disse que devias celebrar a tua breve existência
Como se assistisses deslumbrado ao maior espectáculo da tua vida?


Ponta Delgada, 2010-09-03

domingo, agosto 22, 2010



ESTIO

É bom, feliz, curto e sensual, o quente estio.

Preenche, por instantes,

O alienante círculo anual das nossas vidas,

Vezes sem conta repletas de vazio.


São Caetano, ilha do Pico

2010-07-26

quarta-feira, julho 28, 2010



UMA "VELHA
"

Um bispo olhou p'ra uma tia
Parecendo até que via
Uma alma do outro mundo.

Perguntou-lhe ela se olhava
Para uma cruz que brilhava
No seu decote profundo.

Diz o bispo: Ai meu Jesus!
Muito antes p'lo contrário:
Não apreciava a cruz
Meditava no Calvário.


Feita em S. Caetano, ilha do Pico nas férias em 2010-07-25.

Nota:
As "velhas" são cantigas de escárnio e maldizer, humor negro e non-sense, paródias e sátiras através da poesia. Os seus grandes criadores são naturais da ilha Terceira. Esta aqui é uma homenagem dum micalense bem humorado que aprecia o género.

quinta-feira, junho 17, 2010



Aqui está o novo single dos Connection no qual colaborei com a composição da melodia e com a escrita da letra. A música base é do meu querido amigo Mário George Mello, teclista e compositor. Canto a música, na qualidade de convidado, com a boa companhia do Sílvio Ferreira, vocalista da banda e uma das vozes de referência nos Açores. Para mim foi um desafio, uma festa e uma honra trabalhar num projecto diferente, de rock electrónico, com gente mais nova mas com muito talento. Espero sinceramente que gostem. E aguardem porque os Connection vêm aí com mais...


SERES O MEU AMOR

Seres o momento
De ternura
Do olhar...

Seres a estrela
Seres a linha
Do meu rumo...

Seres o meu amor…
Amor o que é?
É seres igual a ti
Minha querida.

Seres a minha luz…
A luz, o que é?
É seres p’ra mim, assim
Mais do que a vida.

Seres a minha lua…
A lua cheia, o que é?
É a cor do teu perfume:
Folha e gume.

Vaga sobre vaga
Do meu mar.
Subir, planar, voar, vencer
Chegar ao cume.

E navegar
Pelo teu corpo
E naufragar
Nas vagas do ciúme.

Soçobrar
Cair e aportar
Nuns braços
Que me apertam
Fogo e lume.

Seres o meu amor…
Amor o que é?
É seres assim
Como um ribeiro
De água clara.

Seres o meu destino…
Um desatino, o que é?
É seres assim,
Como um brilhante
A pedra rara.

Seres a minha lua
A lua cheia, o que é?
É a cor do teu perfume:
Folha e gume.

Vaga sobre vaga
Do meu mar
Subir, planar, voar, vencer
Chegar ao cume.

E navegar
Pelo teu corpo
E naufragar
Nas vagas do ciúme.

Soçobrar
Cair e aportar
Nuns braços
Que me apertam
Fogo e lume.

Ponta Delgada, 2010-06-17

sábado, maio 22, 2010


ROCHA DA RELVA

Aqui está o lugar onde, aos fins-de-semana, trabalho a minha vinha, pesco, estou com os meus amigos, faço música e poesia e me afasto do mundo. Fiz este pequeno vídeo com um tema do meu CD "A palavra e o canto" intitulado "E do verbo" para vos dar uma idéia deste sítio que muito amo.

Ponta Delgada, 2010-05-22

sexta-feira, maio 07, 2010


POR EXEMPLO, SUPONHAMOS

Vamos supor, por exemplo,
Um sol que estes céus fendia
E se oferecia em calor,
E que em nós dois se acendia
Uma chama de alegria
Em cada gesto de amor,
Trocado no nosso templo.

Vamos supor, por exemplo...


Por exemplo, suponhamos,
Um arco-íris no ar,
Um riso de vagabundo.
Que conseguimos achar,
Um jeito de festejar,
Em cada simples segundo,
O muito que nos amamos.

Por exemplo, suponhamos...


Ponta Delgada, 2010-05-07

sábado, maio 01, 2010



1.º de Maio de 1974

Enchia a praça um maremoto de alegria,
Brilhava o sol em nossos olhos espantados,
Pelas varandas ledos acenos, aliados,
Por fim Abril no mês de Maio florescia.

Era a poesia, o canto à solta na cidade,
Uma folia que, em verdade, não mais vi.
Foi nesse dia, em verdes anos, que entendi,
O sabor único da Santa Liberdade!

Ponta Delgada, 2010-04-01

terça-feira, abril 20, 2010



HOMENAGEM

Os meus amigos da B@nda.com, decidiram homenagear a minha música no dia 25 de Abril (sempre), pelas 21h30 no bar, Baía dos Anjos, nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, Açores.
Fiquei muito sensibilizado pela ideia e agradeço-lhes do coração.
Estão todos convidados.
Beijos e abraços.

quinta-feira, abril 01, 2010



RESSURECTIONE

De cada vez que alço,
A mira do meu olhar
Para os olhos teus,

Reclamo apenas três segundos
Para ressuscitar,
E subir aos céus.

Ponta Delgada, 2010-04-01

segunda-feira, março 15, 2010



ALAMBIQUE

Despeja-se no pote alado
e de redonda forma,
trinta litros de emoções diversas.

Aquece-se o dito volume líquido
em lume brando.

(Um pôr-do-sol visível
através da janela da sala
do destilador aprendiz, pode ajudar...)

Algum tempo depois,
quando a lembrança daquelas emoções
atinge a temperatura indicada,
começam a soltar-se algumas lágrimas
e, pela pela cabeça de turco,
palavras etéreas, sem muito nexo,
bastas vezes misturadas com raros vapores etílicos.

Tais palavras,
arrefecidas pela água fria da razão,
que deve fluir de forma continuada
para o interior do vaso cilíndrico,
acabam por condensar-se
na serpentina.

Escorre, então,
pelo fino bocal do citado vaso,
um aromático destilado.

Deve pensar, seriamente, se quer aproveitar
os primeiros dez por cento do líquido.

O resto poderá ser poesia.

Não será capaz, no entanto,
de controlar a essência alambicada
com um pesa-afectos,
pois que de tal instrumento,
ainda que por muitos desejado,
não consta a existência.

O resultado, depende apenas de duas coisas:
- da arte de operar o alambique;
- da qualidade das emoções vividas.

Ponta Delgada e Lisboa, 15 de Março de 2009

segunda-feira, março 08, 2010


Pablo Picasso - mulher com livro

MULHER

Nuns dias rosa, tão vermelha de paixão
Noutros singela, pura, lhana, um malmequer
Ainda noutros a partir-me o coração
Mas sempre flor, meu bem-querer, minha mulher!

Ponta Delgada, 2010-03-08

terça-feira, dezembro 01, 2009

QUASE


Um vídeo da cantora açoriana Helena Oliveira a interpretar, na Praça do Município em Ponta Delgada, o lindo poema de Mário de Sá-Carneiro "Quase" que em tempos me atrevi a musicar. Espero que gostem e visitem o blog da Helena aqui.

terça-feira, outubro 20, 2009




TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM...

Tenho pena de não poder estar presente. Há um mar que nos separa e nem sempre é fácil encurtar esta distância.

Um abraço ao Eduardo Aleixo e votos do maior sucesso.

sexta-feira, setembro 25, 2009



SÓ TU ME PRENDES

Ando às vezes para aí meio perdido,
Encontro abrigo nos teus braços de mulher.
Sem ti não era, eu já me tinha ido.
És tu que me deténs, razão do meu viver.

Ponta Delgada, 2009-09-25

sexta-feira, setembro 18, 2009



MEXES COMIGO

Não sei se é só por seres a minha musa,
Nem sei se é minha sorte ou meu castigo,
De cada vez que o nosso olhar se cruza
Sinto o chão a fugir, mexes comigo.

Ponta Delgada, 2009-09-18

segunda-feira, setembro 07, 2009



URGÊNCIA

Eu quero amar-te hoje, minha beleza
minha mulher, minha vida e talismã,
como se estivesse certo da certeza
que o mundo iria acabar, já amanhã.

Ponta Delgada, 2009-09-07

terça-feira, agosto 11, 2009


Vila Franca do Campo - imagem de Marta Raposo


A FORÇA DA RAZÃO


É isso a vida...


Por cada punhalada recebida à falsa fé;

Por cada janela de amizade que encerramos sofridamente,

Há pequenas alegrias espreitando, de inesperada forma,

Por detrás de enormes portões

que nunca sonhámos sequer entreabrir.


A surdez, irmão, às vezes é uma virtude…


Aos ataques soezes, tresloucados,

Às invejas mesquinhas e absurdas,

Respondamos com a sabedoria do silêncio.


É na tranquilidade das almas simples e sem mácula

Que descansa, em reconfortante sono, a força da razão.


Ponta Delgada, 2009-08-11

quinta-feira, agosto 06, 2009



O PALCO OUTRA VEZ

Estive ausente por uns tempos a trabalhar nos meus dois mais recentes concertos. Pelo facto peço desculpa aos meus leitores. Aqui está uma foto do último, realizado ontem mesmo à frente dos paços do concelho de Ponta Delgada.

Aqui um pequeno e descontraído apontamento sobre a preparação dos concertos filmado pela Artilharia TV.

E aqui uma notícia sobre o último espectáculo.

sexta-feira, maio 22, 2009



VIENA DE NOVO
(em cinco pinceladas)

- O virtuosismo da bela pianista japonesa libertando a música em plena Kartner Strasse;
- Os sabores deliciosos e picantes do pequeno e acolhedor restaurante húngaro da Illona; 
- O riso contagiante dos ocupantes do autocarro vindo de Grinzing (in vino veritas...);
- O revisitar dos imponentes palácios da corte dos Habsburgos;
- O recolhimento profundo em oração na luz especial da Catedral de Santo Estevão.

Viena de Austria, 2009-05-15


II ANTOLOGIA DAS NOITES DE POESIA EM VERMOIM

Vai ser lançada no próximo dia 6 de Junho, pelas 21,30 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim, Avenida D. Manuel II, 1573, 4470-334 Maia.

O livro conterá poemas apresentados nas Noites de Poesia de Janeiro de 2005 a Abril de 2009.

Tenho o gosto de participar com o Poema Marginal. Agradeço publicamente à Amita e ao José Gomes terem-me dado esta oportunidade.

Desejo a todos os participantes e aos promotores as maiores felicidades.

Ponta Delgada, 2009-05-22

sexta-feira, maio 08, 2009



DESABAFO
(tempus fugit)

Estou submerso até à testa
No labor do dia-a-dia
Pouco é o tempo que resta
P' ra dedicar à poesia.
  
A poesia é p'ra comer!
Disse a Natália a preceito. 
Era bom sobreviver
Comendo versos a eito...

Ponta Delgada, 2009-05-08
Aníbal Raposo

quarta-feira, abril 29, 2009

ENTRE O SONO E O SONHO - VOLUME II

Depois da edição da Primeira Colectânea de Poesia Contemporânea com o nome “Entre o Sono e o Sonho”, o jornal Portal Lisboa, e a Chiado Editora preparam-se para lançar o volume II.

Estas duas entidades procuram novos autores para participarem neste livro. Quem estiver interessado pode aceder ao regulamento desta colectânea no site do Portal Lisboa. As inscrições podem ser feitas aqui.

terça-feira, abril 28, 2009



Orfeão Stella Maris actua em S. Miguel

A iniciativa é promovida pela Associação Musical Edmundo Machado de Oliveira.

O Orfeão “Stella Maris” de Toronto vai actuar em S. Miguel. Assim sendo, a Associação Musical Edmundo Machado de Oliveira acolhe-os até ao próximo dia dois de Maio. Este orfeão de Toronto é dirigido por José Rodrigues, antigo maestro da Associação Musical Edmundo Machado, e vem cá no âmbito da actividade de intercâmbio cultural que costuma desenvolver com outras associações corais nacionais e estrangeiras. 

Durante este período, serão realizados dois concertos, intitulados “Na Rota de Cantores Atlânticos”.

No Teatro Ribeiragrandense o evento realiza-se a 28 de Abril pelas 21h00, e no Teatro Micaelense a 30 Abril, pelas 21h30. 

Neste último concerto, para além dos dois orfeões, passarão pelo palco vários músicos açorianos, como Luís Alberto Bettencourt, Ana Paula Andrade, Zeca Medeiros, Aníbal Raposo, Bela Aurora e João Miguel. 

A Orquestra de câmara de Ponta Delgada, composta por músicos do Conservatório Regional, actuará como suporte musical do espectáculo.


in JornalDiario

2009-04-25 

quinta-feira, abril 23, 2009



ABCISSA ZERO

uma urgência,
um dia de Abril,
um cravo na G3,
uma vivência única, 
um referencial cartesiano,
uma vida-ponto.

dois eixos.

o dos xx,
tal como os pés,
na terra assente.

uma subtil tarefa:
manter o dito ponto
com abcissa zero. 

Ponta Delgada, 2009-04-23
Aníbal Raposo

PS: num referencial cartesiano um ponto com abcissa zero está situado sempre no eixo dos yy e portanto, ao caso, na vertical.
Abril - 23
   
 
  
 

ESPECTÁCULO DE SOLIDARIEDADE


 

O Coliseu Micaelense associa-se à campanha de solidariedade que está a decorrer para que o Antero possa receber tratamento que lhe consiga melhorar a qualidade de vida que foi bruscamente interrompida quando tinha a tenra idade de três anos.

O espectáculo visa a angariação de fundos,  cujo a receita reverterá para a deslocação do Antero à cidade de Boston para realização de vários exames médicos.

Este espectáculo, que será transmitido em directo pela RTP/Açores, conta com a participação do conhecido grupo humorístico da ilha terceira, Fala Quem Sabe e vários artistas de São Miguel que aceitaram o convite da Pilar Silvestre, professora do Antero e responsável pela produção deste espectáculo. Zeca Medeiros, Luís Alberto Bettencourt, Helena Oliveira, Pilar Silvestre, Emanuel Bettencourt, Aníbal Raposo, André Jorge, Lino Cordeiro, Alfredo Gago da Câmara, Paulo Linhares, Piedade Rego Costa, Carlos Frazão, Lídia Medeiros, Maninho, Bora Lá Tocar, o Grupo “Musica Nostra", o Coro infantil do Conservatório Regional de Ponta Delgada e a Professora Ana Paula Andrade, o Ginásio Corpore, os Morby Death, Manuel Moniz e o Quinteto Gimijolati, são os que subirão ao palco do Coliseu Micaelense para dar o seu contributo nesta causa. 

Você também pode contribuir através da compra do bilhete para o espectáculo na bilheteira do Coliseu Micaelense, que se encontra aberta entre as 13 horas e as 20 horas, de Segunda a Sábado, ou fazer o seu donativo pelo telefone durante o decorrer do espectáculo.

O espectáculo é no dia 23 de Abril, a partir das 21 horas.

O Antero espera pela sua ajuda!


Publico este artigo com a devida vénia ao Coliseu Micaelense.