
JANTAR DE AMIGOS DO TUP
Que dizer dos abraços apertados
e dos beijos sentidos e sinceros
dos amigos que nesta hora revemos
após um hiato de trinta e muitos anos?
Que dizer da conversa boa
que se reinicia, aberta, livre e fluída,
depois de tanta água ter corrido sob as pontes,
parecendo ter terminado ainda ontem
em Cedofeita, numa das mesas do café Bissau?
Que dizer dos olhos,
húmidos de saudade
mas tão acesos na alegria do reencontro?
Que dizer da clara consciência
das cicatrizes que o tempo desenhou em nossas faces
e do gáudio juvenil nos rostos que as ressarce?
E que dizer do dono do restaurante,
Gavião do Mar, local do nosso convívio,
que às três da madrugada ainda inventa tempo
para afinar o cavaquinho e nos pôr a dançar viras do norte
fazendo-nos esquecer, por uns instantes,
dos outros viras: desnortes da nossa vida?
Não há muitos amigos destes...
São únicos, os amigos do TUP.



















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