
segunda-feira, abril 13, 2009

segunda-feira, abril 06, 2009
sexta-feira, abril 03, 2009

domingo, março 22, 2009
terça-feira, março 10, 2009

ODE AO AMOR
(de Maria para Benjamim)
Já que dizes que o amor é sã partilha
então ganha coragem beija-flor:
duas vitualhas do dito bem-querer,
beija-me a mim, Benjamim.
Mais uma dança de encantar tu vais tecer
quando soprares da prateada flauta transversal
a melodia suave desta doce maldição,
Esconjuro que és
gravado em mim.
Lisboa, 2009-03-10
Aníbal Raposo
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Palavras-desafio:
Amor - beija-flor - benjamim - coragem - flauta -maldição - ode - Partilha - simplicidade - Tecer - Verdade - vitualhas.
segunda-feira, março 09, 2009

JANTAR DE AMIGOS DO TUP
Que dizer dos abraços apertados
e dos beijos sentidos e sinceros
dos amigos que nesta hora revemos
após um hiato de trinta e muitos anos?
Que dizer da conversa boa
que se reinicia, aberta, livre e fluída,
depois de tanta água ter corrido sob as pontes,
parecendo ter terminado ainda ontem
em Cedofeita, numa das mesas do café Bissau?
Que dizer dos olhos,
húmidos de saudade
mas tão acesos na alegria do reencontro?
Que dizer da clara consciência
das cicatrizes que o tempo desenhou em nossas faces
e do gáudio juvenil nos rostos que as ressarce?
E que dizer do dono do restaurante,
Gavião do Mar, local do nosso convívio,
que às três da madrugada ainda inventa tempo
para afinar o cavaquinho e nos pôr a dançar viras do norte
fazendo-nos esquecer, por uns instantes,
dos outros viras: desnortes da nossa vida?
Não há muitos amigos destes...
São únicos, os amigos do TUP.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009

QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Poeira das estrelas
que alguém aglutinou
para tu seres.
E a poeira que és,
desagregada em função
da tua anunciada morte,
será de novo joeirada
pela invisível mão
do Criador.
Poderá devir depois
noutro lugar, noutra coisa
ou noutra criatura,
mas habitará o universo
como poeira das estrelas
até ao fim dos tempos.
Sonha!
Que sonhar é ser eterno...
Ponta Delgada, 2009-02-25
Aníbal Raposo

Aníbal Raposo
segunda-feira, fevereiro 23, 2009

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

POEMA PARA A MULHER QUE PASSA
Podias ser Lianor
Pois que caminhas formosa
Pela verdura descalça.
E garota de Ipanema
Já que tu és coisa linda
Tão linda e cheia de graça.
Ou Rosinha dos limões
Fada de olhar feiticeiro
Com esse ar de chalaça.
Mas por não saber, princesa,
Que nome te baptizou
Prefiro dizer, riqueza,
Como o poeta cantou:
Passou uma delicadeza,
Uma mulher que ficou.
Ponta Delgada, 2009-02-05
Aníbal Raposo
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1 - agarrar o livro mais próximo;
2 - abrir na página 161;
3 - procurar a 6ª frase;
4 - colocar a frase completa no blogue;
5 - produzir um texto com a frase;
6 - repassar a "tarefa" para 5 pessoas.
O que saiu foi o poema acima.
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Convido agora para a ciranda:
Paula Raposo do blogue "As minhas romãs"
http://romasdapaula.blogspot.com/
Manzas do blogue "Pensamentos"
http://pensamanzas.blogspot.com/
Eduardo Aleixo do blogue "À beira de água"
Ana Martins do blogue "Ave sem asas"
http://avesemasas.blogspot.com/
Conceição Bernardino do blogue "Amanhecer & palavras ousadas"
http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/
Sei que às vezes não é apetecível escrever estando condicionado a um texto. No entanto, espero que aceitem o desafio.
Beijos às meninas e abraços aos rapazes!
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Poema marginal

domingo, fevereiro 01, 2009
DA BATIDA INESPERADA DO VENTO
soporificamente embalados nos braços de Morfeu,
nem sempre nos damos conta
dos sinais premonitores da tormenta.
Então, quando ela surge, a sensação
é a de termos sido repentinamente abocanhados
pela ferocidade das mandíbulas dum tigre.
Perante a enorme sacudidela de vento
nas velas do navio da nossa vida,
sentimo-nos sem bússola, perdidos,
desesperados com a situação.
Nessa altura não estamos preparados para vislumbrar
a soberana oportunidade que nos é dada
para refazermos o rumo e retomarmos
o equilíbrio da nossa barca.
Mas, normalmente,
depois da grande e inesperada oscilação
navegamos mais adultos e mais sábios
na vasteza do mar-oceano da nossa existência.
Palavras-desafio:
Batida; dentro; Morfeu; navio; oceano; oscilação; sacudidela; situação;soberana/o; tigre; vasteza; vento.
Continuo a divertir-me. Obrigado Eremita.

quinta-feira, janeiro 29, 2009
fiel amigo
quarta-feira, janeiro 28, 2009

E assim foi, no passado dia 27 de Janeiro, a homenagem ao Pedro Pauleta promovida pelo Jornal "A bola". O Teatro Micaelense, repleto, contava na assistência com o Presidente do Governo Regional dos Açores, Secretário de Estado do Desporto, Eusébio, Carlos Queirós, Gilberto Madail entre outros. Não faltaram mensagens: de Jorge Sampaio a Felipão (vinda da Inglaterra). Pauleta, emocionado, a receber a bola de prata especial como melhor marcador de todos os tempos da selecção nacional. Fiquei muito feliz por me ter cabido fazer, com a minha banda, a segunda parte da gala de homenagem, transmitida para todo o arquipélago pela RTP e RDP Açores e, dessa forma, prestar a minha homenagem a um homem que cultiva a simplicidade dos grandes Homens, açoriano dos quatro costados e exemplo para a nossa juventude. Parabéns Pedro Pauleta!
quarta-feira, janeiro 21, 2009
sábado, janeiro 17, 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009

segunda-feira, janeiro 12, 2009
sexta-feira, janeiro 09, 2009

quarta-feira, janeiro 07, 2009
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Límpido cavalheiro
Muito bem formado
Mas muito lampeiro.
Num baile bispou
Donzela sem dolo
Deu-lhe por completo
A volta ao miolo.
Sentiu o idoso,
Como é bom de ver,
De novo a paixão
A querer renascer.
Com muito denodo
(Caso singular)
Dirigiu-se à moça
Resolveu dançar.
Convidou a dama
Para o salsifré.
Passos à deriva
De trôpego o pé.
Dançou, tanto, tanto
E com tanta gala
Que se estatelou
No meio da sala.
Muitos assistiram
À cena patética
Que coisa ridícula
Escaganifobética.
Não é uma fábula
O caso é autêntico
Aconteceu mesmo
Ao velhinho excêntrico.
Supremo ditado,
Verdades eternas:
Tu nunca dês passos
Se não tiveres pernas.
Aníbal Raposo
2009-01-05
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Palavras-desafio:
Autêntico; deriva; escaganifobética; fábula; límpido; novo; paixão; querer; renascer; salsifré; singular; supremo.
quarta-feira, dezembro 31, 2008

São sete as colinas
Sete são as notas
Do som da amizade.
As cores são sete
Que o prisma refracta.
São sete os pecados
E um pastel de nata.
São arcanjos sete
De Deus impoluto.
E sete é também
O número absoluto.
As constelações
São o sete-estrelo.
O templo sagrado
Sete anos a tê-lo.
Entéricos, um mito?
Seth, irmão de Osíris
Foi Deus do Egipto.
Sete são os selos
Do livro, proféticos.
Sete sacramentos.
Princípios Herméticos.
Sete belas artes
Na mesma procura.
Sete palmos tem
Cada sepultura.
Os deuses no Olimpo
Sete formas são.
Os planos são sete
Da evolução.
Sete as maravilhas:
O mundo se ufana.
Sete são os dias
De cada semana.
São sete as virtudes
São sete verdades?
domingo, dezembro 28, 2008








