quarta-feira, fevereiro 01, 2012
sábado, dezembro 31, 2011
sábado, dezembro 24, 2011
domingo, dezembro 18, 2011
Se clicar no link acima pode ver, ao minuto 31 do vídeo, um apontamento da minha atuação com o Grupo Connection no programa televisivo Natal dos Hospitais, realizado no dia 15 de Dezembro nos Açores. O tema chama-se "Seres o meu amor" e tem letra minha e música minha e dos Connection.
sexta-feira, dezembro 16, 2011
segunda-feira, dezembro 12, 2011
sábado, dezembro 10, 2011
que falam de búzios
e dez mil poetas
que nunca os cativaram
ao sibilar dos ventos.
que falam de pássaros.
e dez mil poetas
que jamais espreitaram
dois ovos num ninho.
os seus cantos pela alba
ou assobiar as sua árias de ocaso?
que nos falam duma suposta vida
das pedras.
já adormeceram,
a recordar fantasmas,
com um riso aflorando
no canto dos lábios,
enquanto as pedras cantam,
de verdade?
que as pedras redondas
são sempre as mais sábias?
tristes prisioneiros
de poemas-celas?
ou estão a fingir
dizendo que os ouvem?
já ousaram poluir
de silêncio a alma?
Ponta Delgada, 2011-12-10
segunda-feira, dezembro 05, 2011
domingo, novembro 27, 2011

PERCO-ME EM TI
E houve barcos
A navegar
Pelo mar fora
Barcos sem rumo
Sem mãos no leme
Sem ter arrais
Sulcavam ondas
De salsa espuma
Não tinham hora
Foi navegar
Por navegar
Sem querer cais
Velas erguidas
Eretos panos
Cheios de vento
Parou o tempo
Nascem desmaios
E sons de mar
É sempre bom
Zarpar contigo
Meu doce alento
Sem faro à vista
Perco-me em ti
P'ra me encontrar
Ponta Delgada 2011-11-26
segunda-feira, outubro 31, 2011

terça-feira, setembro 06, 2011
AS PALAVRAS ESTÃO A MONTE
Às vezes as estrelas são tão poucas...
Não ocupam o espaço que há no céu
De alegria que é o nosso amor.
Às vezes os navios são escassos
Para navegarem em todas as rotas
Do mar oceano das nossas emoções.
Às vezes os arados são tão parcos
Que não abrem os sulcos necessários
Na terra virgem do nosso encantamento.
Às vezes não se encontram as sementes
P'ra semearmos em húmus criador
A esperança do futuro que sonhámos.
Às vezes procuramos palavras fugidias.
Andam a monte por amor à liberdade.
Não cedem à prisão que é o poema.
Ponta Delgada, 2011-09-06
segunda-feira, setembro 05, 2011
domingo, setembro 04, 2011
FIM DE SEMANA NA CIDADE
Tenho mar em frente
Mas este não é o meu mar...
E tenho conhecidos por perto
A quem aceno com urbanidade.
Eu sou um tipo educado.
Porém os meus sonhos estão longe...
Pairam em voos tranquilos
Como asas de milhafres
Na falésia da fajã.
No fim de semana,
Mesmo que esteja por cá,
Nunca me encontro na cidade.
Ponta Delgada, 2011-09-04
quinta-feira, agosto 25, 2011
sexta-feira, julho 29, 2011
segunda-feira, julho 04, 2011

sábado, maio 07, 2011
segunda-feira, março 28, 2011

AUTO-RETRATO
Tenho alma de marinheiro
Navego o mar da poesia
E para ser verdadeiro
Não sei se aporto algum dia
Sonho tanto, tanto, tanto
Que às vezes mesmo acordado
Eu sonho um sonho de espanto
Que não dá p'ra ser contado
A minha rima-veleiro
Mareio nas tempestades
Dos sonhos do mundo inteiro,
Dos montes, vales, cidades.
Olham e veem aprumo
Mas não estou cá de verdade
Navego em sonhos sem rumo
Oceanos de liberdade
Ponta Delgada, 2011-03-29
domingo, março 20, 2011
quinta-feira, março 03, 2011
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
terça-feira, fevereiro 22, 2011

sábado, fevereiro 19, 2011
domingo, fevereiro 13, 2011

segunda-feira, janeiro 31, 2011

sábado, janeiro 29, 2011

quinta-feira, dezembro 02, 2010

quarta-feira, novembro 17, 2010
(foto: Sónia Nicolau)
DIA NA FAJÃ
Acorda mulher
Que já é manhã
Um canário canta
E enche a fajã.
É levantar cedo
Que a faina é comprida
Mexe-me esses ossos
Termina uma vida.
O sol está a pino
O calor aperta
Pios de milhafre
Falésia deserta.
E tu meu amigo
Afoga esta mágoa
A maré está cheia
Marrecos p'ra água.
Logo ao fim da tarde
Faz maré vazia
Vai pedir um laço
À casa da tia.
Vê lá não me enredes
Em conversas-teia
É que as duas manas
Já estão à moreia.
Depressa p’ra poça
Vai a minha equipe
Que existe uma taça
Aqui em despique.
Carrega no engodo
Despe-te que suas
Já sabes que a taça
É sempre p’ras duas.
Chega o fim do dia
Sem fumos nem carros
Ouve a sinfonia
O som dos cagarros.
Cara sem vergonha
És mesmo um cachorro
Não me ouves gritar
Ai Jesus que eu morro?
Ti Mané Caroucho
A coisa está feia
Dizem que já nascem
Bananas na areia.
Olha, não me digas...
Arreda! Demónio!
Dessa qualidade
Só tem o Sidónio.
Venho p’ra folia
Que não tenho sono.
Não me digas que esta
Rocha não tem dono...
Peixe no braseiro,
Hora de jantar,
Se és bom companheiro
Vem aqui cantar.
Vem aqui cantar
Nesta noite bela
Mas vais amarrar
Primeiro a cadela.
Não te preocupes
Já está amarrada
Não pega em ninguém
Aqui da latada.
No escuro da lua
Solta os teus desejos
Acende o farol
Vai aos caranguejos.
Com vento do sul
E um breve aguaceiro
Leva um saco grande
Vais ser o primeiro.
Ouve rapazinho
Já arranjei o saco
E vou-me aos fidalgos
P’ro pé do Buraco.
Depois da apanha
Se estiveres gelado
Passa cá em casa
E toma um abafado.
Toma um abafado
Que fugiste à selva
Num dia passado
Na Rocha da Relva.
Relva, 17 de Novembro de 2010
Nota:
Esta é uma cantiga ao gosto popular, escrita em código rocheiro (falar dos utilizadores da fajã da Rocha da Relva), que será gravada no meu próximo CD.
quarta-feira, setembro 15, 2010

sexta-feira, agosto 27, 2010
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domingo, agosto 22, 2010
quarta-feira, julho 28, 2010

UMA "VELHA"
quinta-feira, junho 17, 2010
sábado, maio 22, 2010

sexta-feira, maio 07, 2010

POR EXEMPLO, SUPONHAMOS
sábado, maio 01, 2010

terça-feira, abril 20, 2010
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Os meus amigos da B@nda.com, decidiram homenagear a minha música no dia 25 de Abril (sempre), pelas 21h30 no bar, Baía dos Anjos, nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, Açores.
quinta-feira, abril 01, 2010
segunda-feira, março 15, 2010

segunda-feira, março 08, 2010
terça-feira, dezembro 01, 2009
terça-feira, outubro 20, 2009
sexta-feira, setembro 25, 2009
sexta-feira, setembro 18, 2009
segunda-feira, setembro 07, 2009
terça-feira, agosto 11, 2009
Vila Franca do Campo - imagem de Marta Raposo
A FORÇA DA RAZÃO
É isso a vida...
Por cada punhalada recebida à falsa fé;
Por cada janela de amizade que encerramos sofridamente,
Há pequenas alegrias espreitando, de inesperada forma,
Por detrás de enormes portões
que nunca sonhámos sequer entreabrir.
A surdez, irmão, às vezes é uma virtude…
Aos ataques soezes, tresloucados,
Às invejas mesquinhas e absurdas,
Respondamos com a sabedoria do silêncio.
É na tranquilidade das almas simples e sem mácula
Que descansa, em reconfortante sono, a força da razão.
Ponta Delgada, 2009-08-11























