segunda-feira, julho 22, 2013
sexta-feira, julho 19, 2013
domingo, julho 14, 2013
FIM DE TARDE
Irmão,
Ir?
Mão?
Aproveita bem a calmaria
A cal?
Maria?
Que vem aí borrasca
Borra
Rasca.
Fim de tarde nas Milícias
2013-07-14
Aníbal Raposo
sábado, julho 13, 2013
quarta-feira, junho 19, 2013
Saudades de ti tão perto
SAUDADES DE TI TÃO PERTO
Meu Deus, como era bom ter-te comigo
Aqui no doce abrigo do meu lar
Amar-te de mansinho sobre a
cama Com a calma que um casal tem de se amar
Perder-me nos teus seios e encontrar-me
Molhando esse teu ventre e prazer meu
Morrer, braços em cruz, nesse teu corpo
Tendo a certeza de acordar no céu
Meu Deus tira-me a paz, tira-me tudo
Até os olhos meus podes cegar
Mas nunca, aqui te peço, me retires
O voo, a liberdade de sonhar
Aníbal Raposo
balcão do Zás Trás
1997-07-05
domingo, junho 16, 2013
sábado, junho 08, 2013
CADA QUAL TEM O SEU DEFEITO
(Aliud alic vitio est)
Se alguém que prezas
Te feriu fundo, sem querer,
Não leves isso a peito.
Cada qual tem o seu defeito.
És capaz de desculpar
O erro alheio?
Nunca percas o jeito...
Cada qual tem o seu defeito.
A vício e a virtude
Sempre se cruzaram
Num atalho estreito...
Cada qual tem o seu defeito.
Se a vida porventura te sorri
Mira-te bem,
Julgas que és o eleito?
Cada qual tem o seu defeito.
Aníbal Raposo
Relva, 2013-06-08
domingo, maio 26, 2013
NADA VEM DO NADA
(De nihilo nihil) - Lucrécio
Se o teu coração insiste
Em esperar muito de alguém
Que não tem alma. Desiste,
Que do nada nada vem.
Onde há fogo avistas fumo,
São esperanças vãs. Ninguém
Sem consciência e sem sumo
Pode dar o que não tem.
Se algo aguardas dum malvado,
Que olha os outros com desdém,
Bem podes esperar sentado
Pois do nada nada vem.
Aníbal Raposo
Relva, 2013-05-26
sábado, maio 18, 2013
sexta-feira, maio 17, 2013
quarta-feira, maio 01, 2013

MAIO
eu canto um maio moço,
um mês que cheire a rosas
vermelhas, orvalhadas,
recentes e viçosas.
um maio de alvoroço,
um maio-mar-de-gente
a liberar o sonho,
erguida, finalmente.
eu canto o maio ansiado,
aquele que há de vir,
um maio renovado,
maio-menino a rir.
um maio desenvolto,
um maio-meio-céu,
maio maduro, solto
desta noite de breu.
Aníbal Raposo
2013-05-01
sexta-feira, março 08, 2013
terça-feira, fevereiro 26, 2013
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
PÉS AO CAMINHO
De novo me preparo
física e espiritualmente
para me por a caminho
e rezar, na companhia de meus irmãos,
circundando esta formosa ilha verde.
Para alguns dos meus amigos.
os que me conhecem de antanho,
esta é uma decisão estranha.
Eu sei bem o que me move.
Ano após ano e por esta altura
sinto uma força nascer dentro de mim
que me arrasta de forma incontrolável
para esta enxurrada de fé
que me lava a alma.
Seja para sempre louvada
a sagrada vida, paixão,
morte e ressurreição
de Deus, nosso Senhor
Jesus Cristo!
IR. Aníbal Raposo
2013-02-01
sexta-feira, janeiro 25, 2013
quinta-feira, janeiro 24, 2013
BRINDE À AMIZADE
Minha amiga, eu tenho uma cantiga para te dar
Agora que já se acalmou o mar
E a chuva cai lá fora de mansinho
Ergamos uma taça de bom vinho
Que esta fogueira é boa e vai durar
Minha amiga, aceita esta afeição doce e discreta
E desculpa os devaneios de um poeta
(Que por sistema é sempre um fingidor)
Acabo de passar além da dor
E de fechar meus sonhos na gaveta
1991
Aníbal Raposo
segunda-feira, dezembro 31, 2012
domingo, dezembro 09, 2012
domingo, dezembro 02, 2012
CANTO DE AMOR E DE RAIVA
Muito padece de amor aquele que ama
A manhã dos olhos teus atiça a chama
Não me vou se Deus quiser
Sem a alegria de ver
Um enorme sol a arder
Na nossa cama
Em cada gesto teu há claridade
Em cada sorriso alvo uma saudade
Neste fogo abrasador
Sei-te bem, sei-te de cor
Voemos pois meu amor
Em liberdade
Pela barca portuguesa o povo teme
Nesse mar que se agiganta o casco geme
Não temos porto de abrigo
Ver um rumo não consigo
Ver um rumo não consigo
Nesta nau em desabrigo
Não há leme
Muito mal vai um país que os filhos drena
Brota de novo feroz a vil gangrena
Não posso, não me demovo,
Há que fazer que de novo
Volte a ser o nosso povo
Quem ordena
Aníbal Raposo
Ponta Delgada, 2012-12-01
sexta-feira, novembro 23, 2012
SEI DUM POEMA
Eu sei dum poema louco
Nascido dum grito rouco,
Que por pouco
Não calou.
Também dum poema pomba,
Alva, branca. De mim zomba.
Sonho-bomba
Que estourou.
Sei do poema indigente,
Tingido de inteligente.
Do demente
Que alucina.
Do poema que não diz,
De feiticeiro aprendiz,
Meretriz,
E concubina
Sei do poema matreiro,
Velado, mas verdadeiro,
Sorrateiro,
Que desperta.
Amo o poema, que arrasa
Vento, fúria que extravasa,
Golpe de asa,
Que liberta!
Aníbal Raposo
Relva, 2012-11-23
quarta-feira, novembro 14, 2012
QUANDO O TEU OLHAR
Quando o teu olhar
Dirigido a mim
Disser: Sim !
Vou fugir depressa
Para que esqueça logo
Os sonhos que me vão pela cabeça
Porque eu não posso dar ao meu peito
Nem a chance de te amar
Mas se o teu olhar
Por qualquer razão
Disser: Não !
Vou ter pesadelos
Arrepelar cabelos
Porque belos foram
Sonhos e desvelos
Porque os castelos no ar que erigi
Vão ruir com o teu olhar
Aníbal Raposo
1989
Os sonhos que me vão pela cabeça
Porque eu não posso dar ao meu peito
Nem a chance de te amar
Mas se o teu olhar
Por qualquer razão
Disser: Não !
Vou ter pesadelos
Arrepelar cabelos
Porque belos foram
Sonhos e desvelos
Porque os castelos no ar que erigi
Vão ruir com o teu olhar
Aníbal Raposo
1989
domingo, novembro 11, 2012
QUADRAS NO DIA DE S. MARTINHO
Trabalhei desde manhã
No dia de S. Martinho
Nem sequer fui à fajã
Provar o meu rico vinho
Pareço um tipo de antanho
(Oh palerma não descansas?)
Trabalho tanto e o que ganho
Vou entregar às Finanças.
É trabalhar, trabalhar
Sem ter do corpinho dó
Para depois sustentar
Muito burro a pão de ló
Aníbal Raposo
Relva, 2012-11-11
quinta-feira, novembro 01, 2012
AOS PRESENTES
Partiram?
Quem partiu?
Os que largaram amarras
São os que continuam firmes
Para nosso alento
Bem aqui ao lado.
Partiram o quê...
Na verdade
Só se parte
Quando se entra,
De forma perene,
No soturno vale
Do esquecimento.
Partiram?
Para onde?
Não me basta cerrar
Os olhos por breves segundos
Para os rever tão vivos
Mesmo à minha frente?
Partiram?
Porquê?
Quiseram libertar espaço
À formosa árvore
Da aprendizagem
Para estender os ramos?
Partiram?
Como?
Se com eles continuo
A partilhar diariamente
Cada singela dúvida
Da minha existência.
Aníbal Raposo
Relva, 2012-11-01
(em véspera de Finados)
segunda-feira, outubro 22, 2012
OS CARNEIRINHOS
Os carneirinhos tão engraçados
Vão p'ró redil com mil cuidados.
Sempre em manada, que rica que é,
Não dizem nada, fazem mémé.
Todos os anos os carneirinhos
São tosquiados sempre mansinhos.
Distraidinhos, sem intenção,
Entram um dia num camião.
Seguem fofinhos, são um tesouro,
Alegrezinhos p'ró matadouro.
Quando, por fim, abrem os olhinhos
Já é tão tarde vão p'ra bifinhos.
Muito maltratam os probrezinhos
A linda graça dos carneirinhos.
E inda se lembram, sempre também,
Dos seus paizinhos, das mães que têm.
Aníbal
Raposo
Ponta
Delgada 2012-10-22
sexta-feira, outubro 19, 2012
domingo, outubro 14, 2012
quarta-feira, outubro 10, 2012
segunda-feira, outubro 01, 2012
domingo, setembro 23, 2012
sexta-feira, setembro 07, 2012
DISCURSO DIRETO
Quando na TV te vi
Oh minha rica frieira
Senti só de olhar pr'a ti
Muito mais leve a carteira
És um grande patriota
E tens uma missão heróica
De joelhos, meu janota,
Lamber as botas à troika
Já não tens nenhuma graça
Já com rimas te fuzilo
Tu não vais morrer na caça
Vais ter é sorte de grilo
A gente já não te atura
Baza depressa, fedelho
Que ninguém enxerga lura
De onde saia coelho
Oh Passos, esses teus passos
São afananços, paspalho
Colecionas fracassos
Tu, vai gamar p'ró Gabão
Aníbal Raposo
2012-09-07
quinta-feira, setembro 06, 2012
LIBERDADE
a casa
a vida
e o verbo
estupida-
mente
simples
porque
os sonhei assim
e assim os quero
república livre
dos homens
de voo fácil
concha fraterna
da perene claridade
respiradouro
de ar imaculado
por debaixo da bruma
pátria
da utopia
e da quimera
território amado
deslumbramento de olhos
na imensidão das águas
e dos céus estrelados
Aníbal Raposo
Relva, 2012-09-06
mente
simples
porque
os sonhei assim
e assim os quero
república livre
dos homens
de voo fácil
concha fraterna
da perene claridade
respiradouro
de ar imaculado
por debaixo da bruma
pátria
da utopia
e da quimera
território amado
deslumbramento de olhos
na imensidão das águas
e dos céus estrelados
Aníbal Raposo
Relva, 2012-09-06
sexta-feira, agosto 31, 2012
quinta-feira, agosto 23, 2012
quarta-feira, agosto 08, 2012
terça-feira, agosto 07, 2012
sexta-feira, agosto 03, 2012
quinta-feira, agosto 02, 2012
DESCENDO AO FUNDO DE MIM
É no meio do jardim
E do abismo que contém
Que vou ao fundo de mim
Ao ventre da terra mãe
No meio da noite escura
Só confio no meu guia
Ando da luz à procura
Da virtude e da harmonia
Desço nove patamares
Segundo a verve de Dante
Piso a estrela de oito pontas
A cruz do templo a levante
A liturgia em crescendo
O sagrado a acontecer
Ao fundo de mim descendo
Morro já p'ra renascer
Aníbal Raposo
junho de 2012
quarta-feira, agosto 01, 2012
quarta-feira, julho 25, 2012
LEVEI TRÊS SECOS DE MIM
Hoje fui com a minha amada
Ao estádio em excursão
Ver em disputa animada
Dois clubes do coração
Já levo o cachecol vermelho
Azul o que ela trazia
Éramos assim um espelho
Duma sã democracia
Sendo eu p'lo Santa Clara
E também Portista, no fim
A derrota não foi cara:
Levei três secos de mim.
Aníbal Raposo
Estádio de S. Miguel, 2012-07-25
Troféu Pauleta
terça-feira, julho 24, 2012
segunda-feira, julho 23, 2012
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GRITOS
Às vezes
Dou-me a beber
O amargo fel
Das palavras cruéis
Que são dias escritos.
Masoquista, eu?
Sabe-me bem...
Faz-me lembrar
E não perder de vista
Que esta vida
Não contém
Só alegrias,
Suaves melodias.
Contém
Também,
Profundos,
Rotundos,
Telúricos,
Impúdicos,
Roucos,
E loucos
Gritos!!!
Aníbal Raposo
Ponta Delgada, 2012-07-23
quarta-feira, julho 11, 2012
terça-feira, julho 10, 2012
A SORTE ESTÁ LANÇADA
Atirados ao ar estão três dados
Levitam soltos sobre a mão estendida
E em caindo os três ficarão traçados
As sortes e os destinos que há na vida.
Já se a fortuna se te oferecer
Agarra-a bem pois é teu dever
Calhando teres sorte o saberes retê-la.
Tem em atenção que ouviste dizer:
A sorte não se atira p'la janela.
E não se pode à fama cantar odes
Saberás ao fim duns anos que bem podes
Ter sorte uma vez, não abusar dela.
Aníbal Raposo
Ponta Delgada, 2012-07-10
segunda-feira, julho 09, 2012
quinta-feira, julho 05, 2012
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