quinta-feira, maio 08, 2014
quinta-feira, abril 24, 2014
terça-feira, abril 22, 2014
domingo, abril 20, 2014
sexta-feira, abril 04, 2014
quinta-feira, abril 03, 2014
quarta-feira, abril 02, 2014
quinta-feira, março 20, 2014
quarta-feira, março 19, 2014
PAI
Espera por mim meu pai
Na esquina dum não sei onde
Que já não deve faltar muito
Para nos abraçarmos.
Sabes,
Preciso ter contigo
Aquela conversa urgente
Que os dois sempre adiámos
E acabámos por perder.
E nesse nosso encontro
Não quero mais silêncios
Nem decifrar palavras
No fundo do teu meigo olhar.
Meu querido pai,
Vais-me desculpar
Mas dessa vez
Não deixo!
Relva, 2014-03-19
Aníbal Raposo
Foto de Massimo Di Cresce
in "A lifetime photography"
segunda-feira, março 17, 2014
sexta-feira, março 14, 2014
terça-feira, março 11, 2014
sexta-feira, março 07, 2014
quinta-feira, março 06, 2014
quarta-feira, março 05, 2014
sábado, março 01, 2014
sexta-feira, fevereiro 28, 2014
domingo, fevereiro 23, 2014
domingo, fevereiro 16, 2014
quinta-feira, fevereiro 13, 2014

ASAS NO CHÃO
Ai cai? Não vamos, paciência.
Há momentos de ser ave
E outros de prudência.
Retido pelo mau tempo na Capital do Império
Lisboa, 2014-02-13
Aníbal Raposo
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
terça-feira, fevereiro 04, 2014
quarta-feira, janeiro 29, 2014
domingo, janeiro 26, 2014
FAZENDO OS PÉS AO CAMINHO
Romeiro, romeiro, quem és tu?
Pela décima vez me voltarei a perguntar.
E sei que de novo me acharei
Algures, no chão sofrido dos caminhos que pisar.
E no fundo do olhar de cada irmão
Verei a Deus. São águas claras,
As da corrente sagrada da oração.
Relva, 2014-01-26
Aníbal Raposo
sábado, janeiro 18, 2014
JANELAS DO TEMPO
Menina estás à janela
Com esse xaile tão escuro
Não me vou daqui embora
Sem ler em ti o futuro.
Sem ler em ti o futuro
Sem sentir um arrepio.
Com quantas saudades se urde
Um olhar assim vazio?
Menina estás à janela
Da solidão que te invade
Olhando um mundo cruel
Sem respeito pela idade.
Sem respeito pela idade
Que os mais velhos atropela
Que faz por esquecer que um dia
Há de estar nessa janela.
Menina estás à janela
À espera de quem não vem
Não me vou daqui embora
Espero contigo também.
Espero contigo também
Essa hora da verdade
Da luz, da janela aberta
Para a eterna liberdade.
Relva, 2014-01-18
Aníbal Raposo
Foto de Rui Palha em "Street Photography"
segunda-feira, janeiro 13, 2014
domingo, janeiro 12, 2014
Sobre uma poesia da Maria Isabel Fidalgo
Há versos que se devem quedar sós
Pois neles as palavras brilham tanto
Que sem voz ficamos pelo espanto
Que a luz irradiada deixa em nós
Relva, 2014-01-12
Aníbal Raposo
Foto de Andrea Gasparotto in " A lifetime photography"
sexta-feira, janeiro 10, 2014
terça-feira, dezembro 31, 2013
segunda-feira, dezembro 23, 2013
Ao Deus menino
AO DESU MENINO
Por mim, tenho esta crença:
Continuas a nascer todos os dias
Nas esquinas ignoradas
Da indiferença.
Relva, 2013-12-23
Aníbal Raposo
domingo, dezembro 22, 2013
INVERNO
Três anjinhos brancos a nadar no inferno
Dizem-me que hoje começa o inverno.
Um dia maior só por ser tão curto
Num país de escolas da arte do furto.
Há carniça fresca e abutres em luta
E um galo de fraque servindo sicuta.
Em Belém há casas bem mal frequentadas
O demo é solista de missas cantadas.
Paciências chinas num infindo advento
Rios tão educados no seu movimento.
Se a porca já guincha vem aí matança
Um servil mordomo é o mestre da dança.
Numa mãe ditosa feita meretriz
Um robô biónico fala mas não diz.
Um eterno seguro em equilíbrio instável
Enorme eucalipto medra em terra arável.
As velas da esperança não chegam à costa
Cospem-nos em cima e a gente gosta.
Mil e uma peças, os mesmos atores
Duas mil mentiras, três mil impostores.
Vamos erriçados em patranhas tantas...
Oh mar do capelo quando te levantas?
Relva, 2013-12-21
Aníbal Raposo
domingo, dezembro 08, 2013
A ESTRADA
Há estrada para andar
Mas curta é a jornada.
Entender quem sou
Nesta caminhada
Procuro decifrar.
Marinheiro errante?
Humilde peregrino?
Impetuoso amante
De contendas febris?
Para mim, essencial,
Mesmo importante,
É estender a mão ao céu,
Tentar tocá-lo
E ser feliz.
Relva, 2012-12-08
Aníbal Raposo
sábado, dezembro 07, 2013
quinta-feira, dezembro 05, 2013
terça-feira, dezembro 03, 2013
segunda-feira, dezembro 02, 2013
ALVOROÇO (blues) Vou protestando |
| Contra os maus ventos |
| Que os momentos |
| Bons, vão rareando |
| Na tarde inquieta |
| Já se ouve um pranto |
| Neste recanto |
| Cheira a sarjeta |
| Estar agitado |
| É ofício |
| De poeta |
| Não estou sozinho. |
| Em cada esquina |
| Nasce outra sina |
| Um novo caminho |
| Vai-te queixume |
| Vivo o presente |
| Intensamente |
| Que a vida é lume |
| O importante |
| É remar |
| Contra a corrente |
| Vão me apertando |
| No torniquete |
| Sou um joguete |
| Dum vil desmando |
| Por que razão |
| No mês corrente |
| Num de repente |
| Foge-me o chão? |
| Cabeça erguida |
| Que estou vivo |
| E que sou gente! Relva, 2013-12-02 Aníbal Raposo |
terça-feira, novembro 26, 2013
sexta-feira, novembro 22, 2013
OCASO
Caminho lentamente
Na senda do crepúsculo.
Aguardo o abraço final.
A minha fusão com a terra mãe.
No dia em que fechar os olhos
Adivinho um lindo sol em chamas
A deitar-se num mar de azeite na fajã.
Quem baralhará
As partículas desfeitas
Do meu corpo?
Alguém as dividirá,
Como lhe aprouver,
E dará cartas de novo.
Quando ressuscitar
Serei um pássaro?
Ou renascerei como uma árvore
Onde outras aves farão ninho?
Relva, 2013-11-22
Aníbal Raposo
(Foto de FAN HO, Hong Kong Master Street)
quarta-feira, novembro 20, 2013
FADO DA INGRATIDÃO
Não sei porque
te canto
Nem sei porque
te quero
Tu és o meu
quebranto
E desespero
Companheiro na
noite
O espinho do
meu dia
O ferro de um
açoite
Uma agonia
Fado louco
Dás tão pouco
A quem te adora
Mas mantens
pela vida fora
O que é chama
num artista
Fado duro
Te esconjuro
Na verdade
Por tu seres
pai da saudade
Que é o fado
dum fadista
Aníbal Raposo
Maio de 1991
terça-feira, novembro 19, 2013
PESCADOR DE SONHOS
Estou neste banco sentado
Olhando o nada à tardinha.
Cá por mim nunca me enfado
A pescar sonhos à linha.
Calcorreio o meu passado,
Assobio uma modinha,
Chego a dormir um bocado
A pescar sonhos à linha.
Navego, pano enfunado
Do vento que se avizinha,
Quando estou aqui sentado
A pescar sonhos à linha.
Sei do que sou acusado:
Não cuido da sorte minha.
Deixem-me estar sossegado
A pescar sonhos à linha...
Relva, 2013-11-19
Aníbal Raposo
(Foto de Paulo Dias
Fishing a Dream)
terça-feira, novembro 12, 2013
domingo, novembro 10, 2013
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