sexta-feira, novembro 14, 2014
sábado, novembro 08, 2014
O SÍTIO ONDE ME ENCONTRO E SEI DE MIM
Por verdade ser, quero declarar
Que num mundo atulhado de vaidade
Resta um lugar bendito junto ao mar
Onde se partilha pão e amizade.
Um sítio, de homens livres no voar,
Onde tu és tu mesmo de verdade,
Não tens de te vender ou mascarar,
Não conta a condição nem conta a idade.
Ali me escondo eu sem ser cobarde
Dizendo muitas vezes sem alarde
Que bom meu Deus viver dias assim.
Sempre que o sol se acende ao fim da tarde
O coração no peito também arde.
É na fajã que me encontro e sei de mim.
Relva, 2014-11-08
Aníbal Raposo
quinta-feira, outubro 23, 2014
segunda-feira, outubro 13, 2014
sexta-feira, setembro 12, 2014
Dia de azar
DIA DE AZAR
De que me serve carpir
a parca sorte
quando sobre mim desaba
o mundo inteiro?
Vou é vestir-me de risos,
assobiar ventos do norte.
Viver cada segundo
como se fosse o derradeiro.
Relva, 2014-09-12
Aníbal Raposo
Em dia de cancelamento de concerto por motivos metereológicos
sábado, setembro 06, 2014
sábado, agosto 02, 2014
sábado, julho 12, 2014
LIVRE
Adoro saltar assim:
Para o nada.
Testar
Se estas velhas asas
Ainda conseguem suportar
O peso estimado para os meus devaneios.
Por vezes, é curto o voo.
Caio no chão sangrando, estatelado.
Outras, porém,
Flutuo livremente, ante olhares incréus,
Desenhando círculos por cima dos telhados da cidade.
Relva, 2014-07-12
Aníbal Raposo
sexta-feira, julho 04, 2014
quinta-feira, julho 03, 2014
O ponto justo
O PONTO JUSTO
Envolver-te primeiro, sem fazer alarde
Com o coração em fogo, brasa incandescente,
Depois beijar-te a alma, fundo, intensamente,
Oferecer-te rosas ao cair da tarde.
Vamos amar-nos soltos, libertos, sem mágoas,
Soltando cada amarra em jeito singular
Eu, rio arrebatado, ansiando em ti o mar
Morrer no justo ponto da fusão das águas.
Relva. 2014-07-03
Aníbal Raposo
terça-feira, julho 01, 2014
sexta-feira, junho 27, 2014
FIM DE SEMANA
Um riso novo a estrear
Um jardim para regar
Um trilho para explorar
Um peixe para pescar
Umas lapas p'ra apanhar
Uma plantas p'ra tratar
Um vinho para provar
Um céu enorme p'ra olhar
Um livro p'ra devorar
Uma canção p'ra cantar
Amigos p'ra conversar
Um beijo p'ra degustar
Umas velas pr'a enfunar
Um mar para navegar
Mil sonhos para sonhar.
Relva, 2014-06-27
Aníbal Raposo
sexta-feira, junho 20, 2014
terça-feira, junho 17, 2014
quarta-feira, maio 28, 2014
domingo, maio 25, 2014
quinta-feira, abril 24, 2014
terça-feira, abril 22, 2014
domingo, abril 20, 2014
sexta-feira, abril 04, 2014
quinta-feira, abril 03, 2014
AXIS MUNDI
No fundo da espiral
Dos nove patamares
Prostrado na rosácea,
Por sobre a cruz do templo,
Busquei a harmonia
No útero da mãe terra.
Mais tarde,
Das entranhas do poço,
Esvoacei para o céu.
Relva, 2014-04-03
Aníbal Raposo
quarta-feira, abril 02, 2014
quinta-feira, março 20, 2014
quarta-feira, março 19, 2014
PAI
Espera por mim meu pai
Na esquina dum não sei onde
Que já não deve faltar muito
Para nos abraçarmos.
Sabes,
Preciso ter contigo
Aquela conversa urgente
Que os dois sempre adiámos
E acabámos por perder.
E nesse nosso encontro
Não quero mais silêncios
Nem decifrar palavras
No fundo do teu meigo olhar.
Meu querido pai,
Vais-me desculpar
Mas dessa vez
Não deixo!
Relva, 2014-03-19
Aníbal Raposo
Foto de Massimo Di Cresce
in "A lifetime photography"
segunda-feira, março 17, 2014
sexta-feira, março 14, 2014
terça-feira, março 11, 2014
sexta-feira, março 07, 2014
quinta-feira, março 06, 2014
quarta-feira, março 05, 2014
sábado, março 01, 2014
sexta-feira, fevereiro 28, 2014
domingo, fevereiro 23, 2014
domingo, fevereiro 16, 2014
quinta-feira, fevereiro 13, 2014

ASAS NO CHÃO
Ai cai? Não vamos, paciência.
Há momentos de ser ave
E outros de prudência.
Retido pelo mau tempo na Capital do Império
Lisboa, 2014-02-13
Aníbal Raposo
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
terça-feira, fevereiro 04, 2014
quarta-feira, janeiro 29, 2014
domingo, janeiro 26, 2014
FAZENDO OS PÉS AO CAMINHO
Romeiro, romeiro, quem és tu?
Pela décima vez me voltarei a perguntar.
E sei que de novo me acharei
Algures, no chão sofrido dos caminhos que pisar.
E no fundo do olhar de cada irmão
Verei a Deus. São águas claras,
As da corrente sagrada da oração.
Relva, 2014-01-26
Aníbal Raposo
sábado, janeiro 18, 2014
JANELAS DO TEMPO
Menina estás à janela
Com esse xaile tão escuro
Não me vou daqui embora
Sem ler em ti o futuro.
Sem ler em ti o futuro
Sem sentir um arrepio.
Com quantas saudades se urde
Um olhar assim vazio?
Menina estás à janela
Da solidão que te invade
Olhando um mundo cruel
Sem respeito pela idade.
Sem respeito pela idade
Que os mais velhos atropela
Que faz por esquecer que um dia
Há de estar nessa janela.
Menina estás à janela
À espera de quem não vem
Não me vou daqui embora
Espero contigo também.
Espero contigo também
Essa hora da verdade
Da luz, da janela aberta
Para a eterna liberdade.
Relva, 2014-01-18
Aníbal Raposo
Foto de Rui Palha em "Street Photography"
segunda-feira, janeiro 13, 2014
domingo, janeiro 12, 2014
Sobre uma poesia da Maria Isabel Fidalgo
Há versos que se devem quedar sós
Pois neles as palavras brilham tanto
Que sem voz ficamos pelo espanto
Que a luz irradiada deixa em nós
Relva, 2014-01-12
Aníbal Raposo
Foto de Andrea Gasparotto in " A lifetime photography"
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