quinta-feira, agosto 03, 2017
quarta-feira, agosto 02, 2017
Incongruências
INCONGRUÊNCIAS
Enorme ironia da vida,
este afivelar da máscara de juiz
empedernido, mas de alma partida,
avaliando a essência e a rota perdida
dum discurso incoerente e infeliz.
Relva, 2017-08-02
Aníbal Raposo
sexta-feira, julho 28, 2017
segunda-feira, julho 24, 2017
terça-feira, julho 11, 2017
quarta-feira, junho 28, 2017
domingo, junho 25, 2017
quarta-feira, maio 31, 2017
IRMÃOS
Fui por Deus abençoado
Porque me deu um irmão
Que sei que está do meu lado
Em qualquer ocasião.
Relva, 2017-05-31
Aníbal Raposo
Aníbal Raposo
segunda-feira, maio 29, 2017
segunda-feira, abril 24, 2017
domingo, abril 23, 2017
RIBEIRAS DE ENGENHO
Quando te anunciaste, meu amor,
numa curva assassina que o tempo me urdiu,
as palavras vergavam-me os ombros
no deserto da alma.
numa curva assassina que o tempo me urdiu,
as palavras vergavam-me os ombros
no deserto da alma.
A aridez imperava na terra onde germinam os sonhos
e as madrugadas teimavam em não libertar o sol
feito cativo das trevas do uso.
Em cima do cais do desejo podiam escutar-se
os gemidos de barcos decrépitos
a sonhar tempestades.
Vieste para me fazeres entender
que todas as ribeiras de engenho
buscam ansiosas
os abraços estreitos
das águas do mar.
Relva, 2017-04-23
Aníbal Raposo
sexta-feira, abril 21, 2017
DA GUERRA
De querras nada entendo
e não quero ser adulto para o entender.
e não quero ser adulto para o entender.
Carrego nas minhas costas
o meu amado irmão
e o peso do desgosto.
Morto pela vossas
bombas, prenhes de razão.
A minha dor contém
a dor do universo.
De quantas vidas mais
precisais para crescer?
Relva, 2017-04-21
Aníbal Raposo
Aníbal Raposo
foto de Joe O'Donnel
quinta-feira, abril 13, 2017
Do beijo
DO BEIJO
Gosto de te beijar
a alma, quando
o alvo a atingir
fica nos céus.
a alma, quando
o alvo a atingir
fica nos céus.
Andemos devagar
que lá chegando
o verde há de luzir
nos olhos meus.
Relva, 2017-04-13
Aníbal Raposo
quinta-feira, março 23, 2017
13.ª ROMARIA
Porque me lanço ao caminho uma vez mais,
Se prezo uma alegria?
O que me faz viver de novo esta paixão?
Há paz numa agonia?
Expiar em penitência os lapsos meus?
Mirar o invisível?
Buscar a face serena do meu Deus?
Tocar o inacessível?
Perguntas vãs..
Velho romeiro,
sei ao que vou:
- Romper manhãs;
- Buscar quem sou.
Relva, 2017-03-23
Aníbal Raposo
(a preparar a caminhada)
terça-feira, fevereiro 28, 2017
O dia de
O DIA DE
Gosto muito de me rir
Se me dá na real gana
Nunca por ser dia de
Se me dá na real gana
Nunca por ser dia de
Mas devo reconhecer
Que há coisas para fazer
Num preciso dia de
Que há coisas para fazer
Num preciso dia de
Exemplo:
Hoje à tardinha
Enquanto muitos dormiam
Após a farra na rua
Estive a podar a vinha.
É no escuro da lua...
Relva, 2017-02-28
Aníbal Raposo
Aníbal Raposo
domingo, fevereiro 26, 2017
sábado, fevereiro 25, 2017
sexta-feira, fevereiro 24, 2017
domingo, fevereiro 19, 2017
sábado, fevereiro 11, 2017
sexta-feira, fevereiro 10, 2017
quinta-feira, janeiro 19, 2017
sexta-feira, janeiro 13, 2017
QUANDO ME QUISERES FALAR DE AMOR
Sempre que este céu chorar de breu
fala-me ao ouvido de águas soltas.
Das que escorrem pelas muitas cicatrizes
que um dia a lava em fogo desenhou
no corpo verde e virgem
desta ilha.
fala-me ao ouvido de águas soltas.
Das que escorrem pelas muitas cicatrizes
que um dia a lava em fogo desenhou
no corpo verde e virgem
desta ilha.
Fala-me também de mares revoltos,
seduzidos pela lua e pelo vento.
Das ondas-véus-de-noiva a desabar
sobre o preto mistério do basalto.
De impulsivos abraços, apertados.
Dos cheiros sensuais
que há na maresia.
seduzidos pela lua e pelo vento.
Das ondas-véus-de-noiva a desabar
sobre o preto mistério do basalto.
De impulsivos abraços, apertados.
Dos cheiros sensuais
que há na maresia.
Por fim podes falar-me, meu amor,
Da quietude das águas das lagoas.
São espelhos que refletem tanta luz
como a que é derramada sem pudor
nos olhos soalheiros
dos amantes.
Relva, 2016-01-13
Aníbal Raposo
Aníbal Raposo
sexta-feira, novembro 11, 2016
terça-feira, novembro 01, 2016
segunda-feira, outubro 31, 2016
AUSÊNCIAS
Tenho tantas saudades
De vós, como de mim,
Naquilo que já fui.
De vós, como de mim,
Naquilo que já fui.
E mais saudades tenho
De mim, como de vós,
Em tudo o que serei.
De mim, como de vós,
Em tudo o que serei.
(aos familiares que partiram)
Relva, 2016-10-31
Aníbal Raposo
Aníbal Raposo
segunda-feira, outubro 24, 2016
EM CADA COISA SIMPLES TE REVEJO
Recordo muito bem quando apareceste
Estava sem rumo, perdido no deserto
E foi tão pouco e tanto o que fizeste
Que já não sei viver sem te ter perto
Não custa confessar, de ti preciso
Porque tu és a porta que franqueia
A alegria que abre o meu sorriso
A chispa que os meus olhos incendeia
Paz e harmonia, a luz do meu sol pôr
Nota feliz na pauta do desejo
E é por seres assim, oh meu amor,
Que em cada coisa simples te revejo
Relva, 2016-10-22
Aníbal Raposo
Aníbal Raposo
quinta-feira, setembro 08, 2016
quarta-feira, setembro 07, 2016
terça-feira, setembro 06, 2016
segunda-feira, setembro 05, 2016
quarta-feira, agosto 10, 2016
domingo, julho 17, 2016
SER ILHÉU
Ser ilhéu é viver só
No meio de muita gente
De nós ninguém tenha dó
Temos o mar pela frente…
No meio de muita gente
De nós ninguém tenha dó
Temos o mar pela frente…
É viver a liberdade
Em constante despedida
Já ter no lenço a Saudade
Antes de vir a partida
Em constante despedida
Já ter no lenço a Saudade
Antes de vir a partida
Saber cantar a folia
Saber benzer o quebranto
E dar vivas de alegria
Nas Festas do Espírito Santo
Saber benzer o quebranto
E dar vivas de alegria
Nas Festas do Espírito Santo
Também descer às fajãs
Beber da noite o luar
Apreciar as manhãs
E ouvir os búzios do mar
Beber da noite o luar
Apreciar as manhãs
E ouvir os búzios do mar
Não ter certezas nenhumas
Numa terra em convulsões
Acordar por entre as brumas
E adormecer nos vulcões
Numa terra em convulsões
Acordar por entre as brumas
E adormecer nos vulcões
Seja qual for o momento
Ter calma, sermos serenos
Olhar bem o firmamento
E ver que somos pequenos
Ter calma, sermos serenos
Olhar bem o firmamento
E ver que somos pequenos
É pôr o sonho na mira
Estar em paz, mesmo na guerra
Saber tanger uma Lira
Numa viola da terra
Estar em paz, mesmo na guerra
Saber tanger uma Lira
Numa viola da terra
Aníbal Raposo
2012-08-27
2012-08-27
sábado, julho 02, 2016
quinta-feira, junho 30, 2016
segunda-feira, junho 20, 2016
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