sexta-feira, fevereiro 26, 2016
quarta-feira, fevereiro 10, 2016
quinta-feira, janeiro 21, 2016
IN VINO VERITAS?
Bebi o vinho que me ofertaste amigo.
Em tragos pequenos sorvi qualidade.
De sabor ameno o J. P. Chenet
Casava as castas Syrah e Cabernet
Num perfeito laço. Três anos de idade.
E enquanto o bebia, pensei cá comigo:
- Momentos de paz os que passei contigo...
Viste a luz brilhante da eterna amizade?
Rua do Paiol, 22
Ponta Delgada, 2016-01-21
Aníbal Raposo
quinta-feira, janeiro 14, 2016
sexta-feira, janeiro 08, 2016
EQUILÍBRIO
Às vezes
não é fácil viver em harmonia,
estar atento, ser solidário e bom.
estar atento, ser solidário e bom.
Surge um problema:
- Elevam-nos muito o teto
e o tom, em demasia.
- Elevam-nos muito o teto
e o tom, em demasia.
Apesar de darmos o melhor
no nosso dia a dia,
somos tidos por comparsas,
amigos do sistema.
no nosso dia a dia,
somos tidos por comparsas,
amigos do sistema.
Pois que não fique mágoa,
réstia de amargura.
réstia de amargura.
Para nosso deleite,
a verdade é pura.
a verdade é pura.
Tal como o azeite
acaba sempre por vir
à tona de água.
acaba sempre por vir
à tona de água.
Relva, 2016-01-08
Aníbal Raposo
Aníbal Raposo
quinta-feira, janeiro 07, 2016
segunda-feira, dezembro 28, 2015
quarta-feira, dezembro 23, 2015
UM OLHAR DENTRO DE MIM
Tenho vivido
absorto, alegremente.
O tempo flui
de forma displicente,
E a vida é
curta, deve ser vivida.
Neste pisar de palco permanente
Digo p’ra mim,
de forma consciente:
- Não há
farsa maior que a minha vida.
Se chorar
quero, rir, ou admirar-me
A Deus dar
graças, reconciliar-me,
Comigo: Oro - a prece é um fortim.
Sempre que
me pondero e me aprofundo,
E me apetece
escarnecer do mundo,
Não tenho
mais que olhar dentro de mim.
(Refletindo sobre um texto de António Vieira)
Relva,
2015-12-23
© Aníbal
Raposo
sábado, dezembro 05, 2015
quinta-feira, novembro 12, 2015
segunda-feira, outubro 26, 2015
A pintura dos sons
Pinto de cores distintas os sons
da minha vida. É uma forma simples
de a encher com flores.
Relva 2015-10-26
Aníbal Raposo
sábado, outubro 24, 2015
sexta-feira, junho 12, 2015
terça-feira, junho 09, 2015
sexta-feira, junho 05, 2015
sexta-feira, maio 29, 2015

ONDE CAÇAR VERSOS
no musgo do tronco duma velha árvore;
na manhã radiante dum sorriso breve;
num abraço rubro, sol na tua face;
no verde de esperança das folhas dum trevo;
nas nuvens de vento que riscam os céus;
no vermelho chama da cor dos teus lábios;
nos olhos escuros da moira encantada;
nas tocas de coelho com palavras quentes;
na força medonha das ondas do mar;
nos jornais que vestem os seres sem abrigo;
na alegria à solta em cada criança;
no jeito dum pisco de peito laranja;
no espelho de água junto da nascente;
numa mão sincera que nos é estendida;
no amor ao outro, sentido e profundo;
no botão da rosa janela do mundo.
Relva, 2015-05-29
Aníbal Raposo
quinta-feira, maio 28, 2015
O QUE DEVES SER
Tronco de araucária
que arrosta na cara
fortes tempestades
mantendo a prumada?
Altivo mais vale
quebrar que torcer?
Ou singela cana,
vergando sensível
em sábia atitude
no silvo do vento
entrando na dança
sem perder o fito?
Sabes guardar biscas
Prontas a bater
E descartar
duques?
Espetar a faca
fundo ao coração
vencendo o revés?
Se sabes
já és.
Relva, 2015-05-29
Aníbal Raposo
segunda-feira, maio 25, 2015
quinta-feira, maio 14, 2015
sexta-feira, abril 24, 2015
quinta-feira, abril 23, 2015
terça-feira, abril 14, 2015
sábado, abril 11, 2015
Das fronteiras
DAS FRONTEIRAS
Ah essa mesquinha morbidez
De interpor barreiras
E de erguer fronteiras
Escusadas.
Quem dera, ao invés, a sensatez,
De inventar clareiras
No inclinar de todas as bandeiras
A novas madrugadas.
Relva, 2015-04-11
Aníbal Raposo
segunda-feira, março 16, 2015
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PRIMAVERA
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Há trilhos sinuosos,
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e ruas desta ilha,
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esperando Ave Marias.
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Um cheiro adocicado,
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familiar e espesso,
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nas flores de cada incenso.
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Rebentos verdejantes,
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que explodem pelos ramos
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na pressa de nascer.
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Angústias aos milhares
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que aguardam o consolo
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de orações penitentes.
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E há um fogo aceso
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no olhar de cada irmão
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que anseia a caminhada.
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Relva, 2015-03-16
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Aníbal Raposo
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sábado, março 14, 2015
sexta-feira, março 13, 2015
Da alma
DA ALMA
Sabes o que penso:
Somos tão pequenos...
Digo-te com calma.
Somos tão pequenos...
Digo-te com calma.
Cada vez me convenço
Mais, que somos menos
Corpo do que alma.
Mais, que somos menos
Corpo do que alma.
Relva, 2015-03-13
Aníbal Raposo
Aníbal Raposo
(No dia em que abalou a esposa e a mãe de dois irmãos meus)
sexta-feira, fevereiro 27, 2015
quinta-feira, fevereiro 26, 2015
terça-feira, fevereiro 24, 2015
Um breve instante
UM BREVE INSTANTE
Já toquei a linha do esquecimento
tendo aprendido o sentido primeiro
desta vida: fruir cada momento
porque ele é singular e derradeiro.
Relva, 2015-02-24
Aníbal Raposo
domingo, fevereiro 22, 2015
O cais das sete partidas
O CAIS DAS SETE PARTIDAS
Ler bons livros é largar
Do cais das sete partidas
E em escassos momentos
Conseguir reencarnar
Somando conhecimentos
Dum mar de vidas vividas.
Relva, 2015-02-22
Aníbal Raposo
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
Abrigo
ABRIGO
Com céus de breu
venha um chapéu,
um ombro amigo.
Nada melhor
do que dispor
dum bom abrigo.
Relva, 2015-02-20
Aníbal Raposo
sábado, fevereiro 14, 2015
ENTRUDO
No Carnaval consigo apreciar
danças de espada,
bailinhos,enredos,
fantasias.
Desagrada-me dançar com multidões.
Na turba há qualquer coisa
que tolhe o pensamento.
Não prezo também
os dias de.
Nem que me prometam festa
p'ra me calcarem calos.
Quando me apetece chorar, choro.
Se me apetece rir, rio.
Quando e se.
Não me embriago
de Entrudos.
Basta-me o Carnaval
de cada dia.
Relva, 2015-02-14
Aníbal Raposo
sexta-feira, fevereiro 13, 2015
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
PAZ PODRE
(Leitura possível duma fotografia)
Houve alguém que suspendeu
usando de arte secreta
o fluir da areia fina
no gargalo da ampulheta.
Quem muita vida viveu
e lê os sinais da sorte
duma completa acalmia
só espera um sismo forte.
O artista e o contrabaixo,
vivem enorme paixão.
Tensões fortes e latentes
dividem o corvo e o cão.
Entre o artista e o corvo
vão só uns metros de chão.
Entre o perro e o instrumento
não se alcança ligação.
Há um contrabaixo e um corvo
mas não há magia, não.
Vejo um cão e um artista
mas não se nota afeição.
A ruína e o poeta
partilham a inquietação.
Relva, 2015-02-12
Aníbal Raposo
terça-feira, fevereiro 10, 2015
DOS SIGNOS
Pelo dia e mês
final e derradeiro
em que ao mundo cheguei
sou por metade gente:
- um rijo arqueiro
que envolto em feroz halo,
viril empunha o arco,
atira aos céus a flecha
e logo segue lesto.
No resto
sou cavalo...
Pelo ano, porém,
e pelo sinete que advém,
do velho e sino signo,
de pronto me resigno:
sou ginete...
Nascido Sagitário
já me juram que os astros
guardaram só bondade
para a minha criatura:
- ser positiva e sincera,
amar a liberdade,
gostar de viajar
prezar uma aventura.
Porém, de quando em vez,
vejo-me a erguer a espada.
Sem que haja um bom motivo,
atiro uma patada
e ponho-me ao estalo.
Isso é pouco cortez.
Admito ser errado.
Mas logo retratado,
a contrição rezada,
pisado sobrevivo.
Reajo assim, emotivo,
e falho por ser gente.
Mas gosto de estar vivo.
Possuo sangue quente,
e dois signos de cavalo...
Relva, 2015-02-10
Aníbal Raposo
segunda-feira, fevereiro 09, 2015
UM VELEIRO NOS TRÓPICOS
Um veleiro nos trópicos buscando ternas angras.
A sensual beleza dum corpo de mulher.
A lasciva humidade que atiça a fantasia.
A tumidez da carne, em gritos de clausura,
Velada em escassos véus num jogo de adivinhas.
As narinas abertas, ansiando odores dementes.
Um vulcão incontido, a erupção prevista.
Relva, 2015-02-09
Aníbal Raposo
sábado, fevereiro 07, 2015
DA ARTE DA PODA
Como pensar conter
o poder do raciocínio?
As ideias
são como ramos novos
que brotam irreverentes
nas erupções da mente,
perene árvore do espanto.
são como ramos novos
que brotam irreverentes
nas erupções da mente,
perene árvore do espanto.
Bem sei
que sempre hão de existir
inquisidores de serviço,
de pena e foice em riste.
que sempre hão de existir
inquisidores de serviço,
de pena e foice em riste.
Gente que domina e aprecia
a afiada e bem retribuída arte do sufoco.
a afiada e bem retribuída arte do sufoco.
Mas para o bem
do equilíbrio universal,
há sempre ideias-ramos que resistem:
do equilíbrio universal,
há sempre ideias-ramos que resistem:
- À fúria das mentes castradoras.
- À cegueira das tesouras de podar.
- À cegueira das tesouras de podar.
Relva, 2015-02-07
Aníbal Raposo
Aníbal Raposo
sexta-feira, fevereiro 06, 2015
quinta-feira, fevereiro 05, 2015
segunda-feira, fevereiro 02, 2015
sexta-feira, janeiro 30, 2015
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