segunda-feira, julho 09, 2018
Dançarina
DANÇARINA
O teu bater de asas
é uma curta prece..
Parte o coração
de cada ave
do bando que se aninhou
neste meu peito.
Dança,
deusa do amor!
Pois se a vida é breve
colhamos a eternidade
dos momentos.
Relva, 2018-07-09
Aníbal Raposo
Foto: Alexander Yakovlev
sábado, novembro 29, 2014
segunda-feira, fevereiro 23, 2009

segunda-feira, janeiro 05, 2009
Límpido cavalheiro
Muito bem formado
Mas muito lampeiro.
Num baile bispou
Donzela sem dolo
Deu-lhe por completo
A volta ao miolo.
Sentiu o idoso,
Como é bom de ver,
De novo a paixão
A querer renascer.
Com muito denodo
(Caso singular)
Dirigiu-se à moça
Resolveu dançar.
Convidou a dama
Para o salsifré.
Passos à deriva
De trôpego o pé.
Dançou, tanto, tanto
E com tanta gala
Que se estatelou
No meio da sala.
Muitos assistiram
À cena patética
Que coisa ridícula
Escaganifobética.
Não é uma fábula
O caso é autêntico
Aconteceu mesmo
Ao velhinho excêntrico.
Supremo ditado,
Verdades eternas:
Tu nunca dês passos
Se não tiveres pernas.
Aníbal Raposo
2009-01-05
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Palavras-desafio:
Autêntico; deriva; escaganifobética; fábula; límpido; novo; paixão; querer; renascer; salsifré; singular; supremo.
sexta-feira, setembro 29, 2006

DANÇA COMIGO
Dança comigo, morena
Leveza de pena
Esta dança breve
Dança e rodopia
Solta-me a alegria
De quem nada deve
Acende-me, a cara, o rosto
Os lábios de mosto
Riso de marfim
Requebra a cintura
Que és a criatura
Nascida pr’a mim
Coro:
Vamos, a dança é louca
Dá-me a tua boca
Que este beijo é meu
Dança comigo amada
Eu já estou na escada
Que me leva ao céu
Ao som da concertina
(Cinturinha fina
Pele de cetim)
Dança meu amor
Não sei doutra flor
Que bem dance assim
Dança com fantasia
No fim deste dia
Que se vai embora
No passo da vida
Dancemos querida
Que é a nossa hora
Aníbal Raposo
Lisboa
2006-09-26


