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sábado, julho 12, 2014
LIVRE
Adoro saltar assim:
Para o nada.
Testar
Se estas velhas asas
Ainda conseguem suportar
O peso estimado para os meus devaneios.
Por vezes, é curto o voo.
Caio no chão sangrando, estatelado.
Outras, porém,
Flutuo livremente, ante olhares incréus,
Desenhando círculos por cima dos telhados da cidade.
Relva, 2014-07-12
Aníbal Raposo
segunda-feira, março 28, 2011

AUTO-RETRATO
Tenho alma de marinheiro
Navego o mar da poesia
E para ser verdadeiro
Não sei se aporto algum dia
Sonho tanto, tanto, tanto
Que às vezes mesmo acordado
Eu sonho um sonho de espanto
Que não dá p'ra ser contado
A minha rima-veleiro
Mareio nas tempestades
Dos sonhos do mundo inteiro,
Dos montes, vales, cidades.
Olham e veem aprumo
Mas não estou cá de verdade
Navego em sonhos sem rumo
Oceanos de liberdade
Ponta Delgada, 2011-03-29
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