sexta-feira, dezembro 07, 2018






















FELICIDADE

a felicidade acontece
quando um bando de pássaros libertos,
depois de esvoaçarem
como loucos
na minha cabeça,
decidem poisar
a tempo.
alguns
nas cordas
da minha guitarra.
outros
nas cordas
da minha garganta.

Relva, 2018-12-07
Aníbal Raposo

quinta-feira, dezembro 06, 2018




ANIVERSÁRIO

Mensagens tantas, tão belas
Acabei de receber
Pus um "gosto" em todas elas
Foi o que pude fazer.

E que esta agora vos soe
Como um dom, uma virtude. 
Peço a Deus que abençoe
A todos. Muita saúde!

Obrigado.


Relva, 2018-12-06
Aníbal Raposo

quarta-feira, dezembro 05, 2018


COISAS DA IDADE

Tenho pensado, é verdade,
Neste meu dia festivo
Que esta coisa da idade
Tem muito de relativo.
Desafiando o engenho
Vamos a situações concretas
Vejam lá que idade tenho
Em cada um dos planetas.
Em Neptuno e em Plutão
E em Urano, é bom de ver,
Sou um lindo rapagão
Acabado de nascer.
Já em Júpiter e Saturno,
Não é nenhuma tolice,
Nem caso de alto coturno,
Eu ando na meninice.
E se pensam que estou velho,
Continuando esta lida,
Em Marte, de tom vermelho,
Estou mesmo na flor da vida.
No lindo planeta azul
Já existe outro cenário
No norte como no sul
Sou rapaz sexagenário.
E, será que é bom augúrio?
Ficam a saber também
Que em Vénus e em Mercúrio
Meu nome é Matusalém.
Relva, 2018-12-05
Aníbal Raposo

segunda-feira, novembro 26, 2018






















SAUDADES DA MARESIA

Dêem-me
Um breve aguaceiro,
Uma lua nova
A brisa do sul
Que eu acendo o facho.

Republicano convicto,
Apreciarei fidalgos.

Um tachinho ao lume.
O sol da amizade.
O verde da salsa.
A luz da pimenta
E a vida com sal.

Saúde!

Lisboa, 2018-11-26
Aníbal Raposo

sexta-feira, novembro 02, 2018


DO LUME ACESO

Se me quiseres
Acender o coração
E avaliar, curiosa,
De peito e sonho aberto,
O quanto arde.

Pinta-me uma canção
Em sol maior, redondo,
Num horizonte em fogo,
Na perfeição
Do fim da tarde.

Relva, 2018-11-02
Aníbal Raposo














Pão por Deus

Ajuda sem dares o nome
Foi sempre o que ouvi dos meus
Quem dá pão a quem tem fome
Está a emprestar a Deus.

Relva, 2018-11-01
Aníbal Raposo

quinta-feira, novembro 01, 2018















EM DIA DE FINADOS

Dar muito amor e cuidar
Daqueles que não têm voz
É uma forma de rezar
P'los que se foram de nós.

Relva, 2018-11-01
Aníbal Raposo

sexta-feira, outubro 19, 2018




FAJÃ

Lugar de sonho, verde e claridade.
Do sol, da lua, da luz tão fugaz.
Aqui os meus sentidos são verdade.
Aqui meu coração encontra paz.

Relva, 2018-08-25
Aníbal Raposo

sábado, setembro 15, 2018





















AGUARDANDO A TEMPESTADE

As nuvens coaram na cinza toda a luz visível.
Imitando as gaivotas beijam a superfície do mar.

Isto não é tempo para pessoas.
Mais valia sermos aves? Peixes? 
Não sei ao certo.

Mas duvido que haja criatura viva
que se adapte sem protesto
a um ar tão denso, de cortar à faca.

Solta-te, duma vez, vento educado!
Derrama-te, copiosa, chuva velada! 

Nada há mais enfadonho
do que meias-tintas
e esperas sufocantes.

Relva, 2018-09-15
Aníbal Raposo

segunda-feira, julho 09, 2018





















DANÇARINA

O teu bater de asas
é uma curta prece..

Parte o coração
de cada ave
do bando que se aninhou
neste meu peito.

Dança,
deusa do amor!

Pois se a vida é breve
colhamos a eternidade
dos momentos.

Relva, 2018-07-09
Aníbal Raposo

Foto: Alexander Yakovlev

quarta-feira, julho 04, 2018






















O FIM

Caminhante compulsivo que sou
desfruto esta viagem.
Se sei por onde ando,
não sei para onde vou.
Só tenho como certo
um fim, que me seduz.
Um fim onde por fim
haverá luz.

Relva, 2018-07-04
Aníbal Raposo

sexta-feira, junho 22, 2018




PEGUEI EM MIM, INDIGNEI-ME...

Eles é que sabem...

Quem somos nós, pobres lusitanos, míseros seres ignaros,
Para contrariarmos as soluções mágicas que nos servem
E nos hão-de redimir, ao juro preciso, justo e correcto de 5,7% ?

Quem somos nós para enjeitarmos as tábuas de salvação
Que tão simpaticamente nos estendem, para que Portugal,
País quase milenar, não se afunde no lodoso pântano da indigência?

Para quê gastarmos uma fortuna a sustentar um governo,
A que chamamos nosso e a quem pagamos para nos desgovernar,
Se existe um FMI, concentrado sumo da inteligência estrangeira,
Que no decorrer duma curta visita ao rectângulo,
Para gentilmente nos pôr a mão à garganta e apertar o cinto,
Numa semana apenas, nos traça o rumo e aponta o norte?

Poderemos nós porventura correr o enorme risco
Experimentado, ao momento, pelos incautos cidadãos belgas?
Como é que eles têm o desplante de prescindir de governo durante um ano
E manter o país a funcionar?

Nós não somos capazes! Nós não podemos viver sem eles...

Acreditemos pois, pela décima centésima vez,
Nas mesma caras, nas mesmas palavras, nas mesmas propostas,
Nos mesmos pulhas, nos mesmos canalhas, na mesma súcia de bandidos.
Essa que chega ao poder com uma mão atrás e outra à frente,
E sai depois gorda, anafada, rica, a sobrenadar em euros,
E a gozar com a nossa cara de lorpas, imbecis .

Assim o queremos, assim o haveremos de ter.

Com a maior das facilidades dão-nos de bandeja as receitas certas para a crise
Cobrando-nos altos juros, penitência adequada aos nossos pecados mortais,
De termos fantasiado, por breves anos, pobres de nós,
Que éramos genuínos europeus e, portanto, ricos.
Mandões e exploradores de outros povos mais a sul
E portanto, naturalmente, mais desafortunados do que nós.
Bem feito!

Esses abutres, esses elementos das troikas da insensibilidade,
Essa corja de vendidos, sem valores nenhuns, nem pinga de moral,
Que são a vergonha da Europa e conspurcam todo o planeta azul,
Podem também ser putativos candidatos a presidentes da república,
E fazerem-se passar por socialistas, sociais-democratas e democratas cristãos.
Ao mesmo tempo, - viva o peixe - já que a carne é fraca,
Podem comportar-se como crápulas, violadores de mulheres indefesas,
Que ganham honestamente o seu salário num qualquer hotel de Nova Iorque.
Quem liga a isso? Pormenores...

Esses grandes filhos da mãe, são ao mesmo tempo imprescindíveis,
Profundos conhecedores das mezinhas certas, dos truques herméticos
Que mantêm viçosa a cor do dinheiro, esse fluido subtil que garante a nossa sobrevivência
Lubrificando a porca engrenagem da máquina que a cada dia alimentamos
E que, verdade seja dita, também nos alimenta.

Eles é que sabem dos juros correctos que deveremos pagar
Por termos experimentado inocentemente a oportunidade única
De saborear, por breves momentos, a ilusória vertigem de sermos ricos,
Enquanto a enorme bolha bolsista, soprada por engravatados vigaristas,
Inchava. Inchava de volume, inchava de activos tóxicos
E flutuava imponderável nos céus azuis da finança internacional
Para vir depois rebentar, inopinadamente, na nossa cara.
Catrapum! Assim. Sem dó nem piedade.

É pois tempo de vertermos algumas lágrimas e de recearmos o dia de amanhã.
Mas deveríamos e poderíamos também rir-nos até às lágrimas,
Na cara dos que nos tramaram a vida e que agora nos imploram votos.

Por que não proporcionar-lhes, em vez dos ditos votos,
Mil milhões de manguitos, servidos de borla e sem juros?

Esta seria a nossa contribuição generosa.
Dos que levaram o país à ruína
Após se terem aboletado,- os sem vergonha-,
Com salários de miséria e com opíparas reformas
De duzentos euros mensais!


Lisboa 2011-05-15












SOBRE A NOSSA SELEÇÃO - 🇵🇹 1 - 0 🇲🇦
Os rapazes bem tentaram
Matar-nos do coração
Até hoje nada jogaram.
Contra o Irão é que irão?
Tanto passe transviado
Tanta bola ao desperdício
Que nos valha São Ronaldo
Uma vela a São Patrício.
A um e a todos os Santos
Rezo a pedir uma esmola.
Vocês são onze, são tantos,
Vejam se jogam à bola!
 Força Portugal!

Relva, 2018-06-20
Aníbal Raposo

sábado, junho 09, 2018
















OS PÁSSAROS DE VENTO

Ah! Esta constante espera
pela visita dos pássaros
de vento...

Chegam, em grupo,
adejando em círculos,
por cima dos telhados.
Entram, depois, casa adentro,
sem bater à porta.
Sabem-na sem trinco
para antigas e cúmplices amizades.

Em recente visita,
brindaram-me com uma
paleta repleta de cores.
Num golpe de magia,
libertaram estas velhas mãos,
para a vertigem dos tons e do traços
no deserto das telas cruas.

Suspiro
pela próxima.

Prometeram
trazer-me de novo
a música das palavras.

Relva, 2018-06-09
Aníbal Raposo

quinta-feira, março 29, 2018



OFERTAS DE PÁSCOA

Nesses dias de festa
faço um pedido:
-Não me ofereçam mais coelhos,
por favor. Nem de chocolate.

É meu sincero desejo que todos os coelhos
vivam por muitos anos e em paz,
saltitando felizes
por prados verdejantes.

Mas que uma vez falecidos,
assim se quedem.

É que se reproduzem muito.
Não atormentem pois os nossos sonhos
com esperanças de ressurreição.

Contudo, aceito um ovo.

Por razões de saúde,
sei que não devia.

Mas é que ouvi de alguém
que quem não peca
jamis poderá saber que a virtude
tem um vincado sabor a chocolate.

Relva, 2018-03-29
Aníbal Raposo

quarta-feira, março 21, 2018




















POEMA VIVO

Não consigo tecer um poema
se estás por perto.

Como posso fazê-lo se me levas
todas as palavras bonitas
meu amor?



Relva, 2018-03-21
Aníbal Raposo

quarta-feira, março 07, 2018


















MALDIÇÃO

Eu bem sei que a contrição
É mandamento de Cristo
Mas não sei se há perdão
P'rós pulhas que fazem isto.

Relva, 2018-03-07
Aníbal Raposo

quarta-feira, fevereiro 14, 2018


























DIA DE NAMORADOS

Que despudor
Dar uma flor
A outra flor,
Por ser seu dia,

A quem me envia,
Com alegria,
Dia após dia
Jardins de amor.

Relva, 2018-02-14
Aníbal Raposo

sábado, dezembro 30, 2017


























CAÇADOR DE LUAS

Sou lesto a caçar a lua
Apanho-a num de repente
Quer rodonda, de tão cheia
Quer fina, em quarto crescente.

Foto: Month collector
makoto saito

quinta-feira, dezembro 07, 2017














AGRADECIMENTO

No dia de aniversário
Recebi carinho vário
Que choveu de todo o lado.

Um a um, não pode ser.
Então vou agradecer
A todos. Muito obrigado.

Relva, 2017-12-07
Aníbal Raposo

quinta-feira, novembro 09, 2017




















OLHARES

Que fazes aí moço?
Nada, deixe...
Olho este peixe 
Com a casa ao pescoço...


Aníbal Raposo
2017-11-08

sexta-feira, novembro 03, 2017


























SOBRE A CRIAÇÃO

Pretendes
criar algo de
novo?

Para começar
despe-te.

Despede-te
de ti.

Depois, levita
sobre os arremedos
de humanidade,
trasparentes
de vazios,
e escreve
sobre
o que te
corroi
a alma.
A sangue
quente.
Finalmente,
monta o cavalete
da loucura
e pinta
muito.
A manta.
Sentado,
tranquilamente,
sobre
um ovo..


2017-11-03
Aníbal Raposo

segunda-feira, outubro 23, 2017

























NAVEGANTE

Navego, vou de abalada,
Sulcando mares de alegria
Sigo de vela enfunada 
Vermelha de melancia.

Relva, 2017-10-23
Aníbal Raposo


















PERAS

Por cada par de peras
a arder, em lume.

Existe outra pera
Roída de ciúme.

Relva, 2017-10-23
Aníbal Raposo
Foto de Victoria Ivanova

segunda-feira, outubro 09, 2017




















DÁ-ME UM ABRAÇO

Dá-me um abraço
Sem embaraço
Um acalanto.

Como é que eu faço?
Dá-me um abraço
Preciso tanto...

Estende-me o braço
Veio o cansaço
Num de repente

Dá-me um abraço
Que o tempo é escasso
E estou carente.

Dá-me um abraço
Lança-me o laço
Quero cair.

Pensa um pedaço
É um erro crasso
De ti fugir.

É grande o espaço
Num descompasso
Já me perdi.

Dá-me um abraço
Que a vida passo
Pensando em ti.



Relva, 2017-10-09
Aníbal Raposo

quinta-feira, outubro 05, 2017


























MÚSICA 

Arte bela, irreverente
Contigo nunca me enfado
Voo e pouso livremente
Mesmo em arame farpado

Relva, 2017-10-05
Aníbal Raposo

quarta-feira, setembro 20, 2017


























ESPERANÇA

Sempre que tu pensas que és caso perdido
Que mais não suportas o peso da cruz.
Levanta a cabeça, que só cai vencido
Quem se atém à treva e não procura luz.

Relva, 2017-09-20
Aníbal Raposo

terça-feira, setembro 19, 2017


QUEBRANTO

Não há remédio! Podem estranhar,
este meu fado, meu vício, meu quebranto.
Não canso os olhos de olhar este mar
a cada dia com olhos de espanto.

Rocha da Relva, 2017-09-17
Aníbal Raposo



















NOITE NA FAJÃ

De pouco preciso para me lembrar
Que aqui pertenço, que é esta a minha eclésia:
O som das ondas, cagarros a cantar 
E o refulgir duma luzinha na falésia.

Rocha da Relva, 2017-09-17
Aníbal Raposo

sexta-feira, setembro 08, 2017




















DA CEGUEIRA

Quanto mais queres aprender
E o teu saber elevar
Tanto menor vais parecer
Aos que não sabem voar.

Relva, 2017-09-08
Aníbal Raposo

quinta-feira, setembro 07, 2017

























PALHAÇO POBRE
Sou palhaço pobre, um velho cretino,
Sem eira nem beira, de vida ruim.
Há fados diversos mas o meu destino
É rir-me com os outros a chorar por mim.

Relva, 2017-09-07
Aníbal Raposo

quarta-feira, setembro 06, 2017


















ENCONTRO

Se por sorte encontrares, estrada fora,
A profunda raíz da tua essência
Chorarás de amargura nessa hora
Ou bendirás a graça da existência.

Relva, 2017-09-05
Aníbal Raposo
(sobre uma citação de Pablo Neruda)

terça-feira, setembro 05, 2017


















COM TUDO

Nunca procurei nos astros
uma razão de peso
p'ra te amar.

Contudo
amo-te.

Com
tudo.

Relva, 2017-09-05
Aníbal Raposo
















QUANDO EU FALTAR

O meu pedido é bem singelo: - Por favor,
quando eu faltar à nossa mesa junto a ti,
tendo saudades, ergue um copo, meu amor, 
brinda comigo como se andasse por aqui.

Relva, 2017-09-04
Aníbal Raposo

Foto de Tony Luciano

sexta-feira, setembro 01, 2017

























REI DE XADREZ

Nunca te invejei
o triste reinado.

Tens o passo curto
num viver cercado.

Relva, 2017-09-01
Aníbal Raposo

quinta-feira, agosto 10, 2017


























PLANO DE FÉRIAS

O sol e o sal.
Livros p'ra ler
e um violão.

Um barco.
Uma viagem.
Várias fajãs
na mira.

Velhos amigos.
Um mar azul
e uma montanha
à espera.

O tempo, o modo
e os braços ternos
do meu amor.


2017-08-10
Aníbal Raposo

terça-feira, agosto 08, 2017

POCILGA
Nunca lutes com um porco.
Ficas a cheirar a bosta
Mesmo sem caires de borco.
Inda por cima ele gosta...

Relva, 2017-08-08
Aníbal Raposo

(A partir duma frese do dramaturgo irlandês Bernard Shaw)

segunda-feira, agosto 07, 2017













DIÁLOGO IMPROVÁVEL

- Aguenta-te Diogo Cão!
Tens que ser bem espiado
na noite branca do verão.

- Eu estou bem, meu mariola,
O Gonçalo está pior,
Velho e arder em Angola...

-----------------------------------------------
Ou então:
Meu rico Gonçalo Velho
Aguenta-te abençoado
Ou bem que embrulhado em ouro,
Ou bem que estás amarrado!

2017-08-07
Aníbal Raposo













DA MALEDICÊNCIA

Nunca gostei de gastar
(Ocupo-me doutros assuntos):
- Conversa com invejosos;
- Cera com ruins defuntos.

Se quiseres clara noção
Do fundo duma pessoa
Põe-lhe uma broca na mão
Dá-lhe uma pinga da boa...

Relva, 2017-08-07
Aníbal Raposo

sábado, agosto 05, 2017

















ROCHA DA RELVA

Linda fajã encantada
Estou a caminho, a chegar,
Terra quente, abençoada
Minha varanda do mar

Meu refúgio de cantor
Abrigo que Deus me deu
Onde abraço o meu amor
E olho as estrelas do céu

Terra feliz, terra minha
Terra simples, de humildade
Onde se cultiva a vinha
E o sol da nossa amizade

Já vou descer o atalho
Meu sonho virado a sul
P'ra por as mãos ao trabalho
E encher os olhos de azul

Relva, 2017-08-05
Aníbal Raposo

sexta-feira, agosto 04, 2017




DA EXAUSTÃO

Vê lá se te tranquilizas
Se dás uma relaxada
Não sabes que a vida é curta
E estamos todos de abalada?

Relva, 2017-08-04
Aníbal Raposo















MORABEZA

Que beleza
ouvir esta música linda
em terras de morabeza

Que bonito
escutar a voz fresquinha de Naisse
na festa de Armando Tito.

Seguiu-se Lateral
P'ra nos oferecer um ritmo quente
Dolente e sensual.

E, de repente,
quando mestre Tito
se levantou tocando a guitarra
tocou em toda a gente


Mindelo, Ilha de S. Vicente, 2016
Cabo Verde

Aníbal Raposo

quinta-feira, agosto 03, 2017





















A QUEM ME OFERECE A LUA

Dás-me a lua?

Prefiro visitá-la
com a assiduidade habitual.

Quem por lá passa
encontra-me facilmente.

Só de quando em vez
tiro uns merecidos dias de folga.

Relva, 2017-08-03
Aníbal Raposo
















BOM DIA!

Estou a pensar mesmo agora
Em desejar um bom dia.
Aos amigos, nesta hora:
Saúde, Paz e Alegria.

Relva, 2017-08-03
Aníbal Raposo