domingo, fevereiro 23, 2014


























IMAGENS E NÚMEROS

Pisamos as pedras do nosso caminho
Seguindo a linha implacável do tempo
Se são familiares os nossos elementos
E as nossas raízes fundas mas exatas
Desenhamos quadrados perfeitos
Nos círculos da eternidade.

Relva, 2014-02-23
Aníbal Raposo

Foto de Klaus Rinke 1972

terça-feira, fevereiro 18, 2014
















TRILHOS

Escarpa abrupta - ninho de ave.
Aperfeiçoa o canto
pois o pleno é suave.

Relva, 2014-02-18
Aníbal Raposo

domingo, fevereiro 16, 2014





















LUZ

O início e o destino
final. Alvo ancestral:
tocar o divino.


Relva, 2014-02-16
Aníbal Raposo

(foto de Fernando Lemos, Luz Teimosa, 1949)

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

CASA DA ACHADA
(centro Mário Dionísio)

Há portas assim
Que se escancaram francas e singelas
À divina criação de ideias e de palavras belas.
Cor nas cantigas. Sons nos tons das telas.


Mouraria, Lisboa, 2014-02-13
Aníbal Raposo






















ASAS NO CHÃO

Ai cai? Não vamos, paciência. 
Há momentos de ser ave
E outros de prudência.



Retido pelo mau tempo na Capital do Império


Lisboa, 2014-02-13
Aníbal Raposo

sexta-feira, fevereiro 07, 2014
















ASSUNTO PENDENTE

Quando de mim me afastei
O tempo ficou suspenso.
Dizem que voei.

Relva, 2014-02-07
Aníbal Raposo

quinta-feira, fevereiro 06, 2014


















AMIZADE

Ser amigo é plantar ribeiros nos desertos
da vida. Somar com risadas coisas sérias.
Ter sempre a nossa casa e o coração abertos.
Compartilhar sem juros glórias e misérias.


(Em dia de amigos - celebrado nos Açores)

Relva, 2014-02-06
Aníbal Raposo

quarta-feira, fevereiro 05, 2014













ESPERAS

os dois à espera
da morte
de distinta
sorte

ouve-se
o clamor
do silêncio
assassino
dum mundo
que esqueceu
este menino.


Relva, 2014-02-05
Aníbal Raposo

(inspirado no mural do Carlos Riley) 

terça-feira, fevereiro 04, 2014

























CERCOS

A cada dia
Lançam novas redes
E contam com a nossa distração
Para nelas nos prendermos
Até à asfixia.

Tempos depois
Voltam de novo
E apanham-nos facilmente.

Exaustos,
À mão de semear.

Relva, 2014-02-04
Aníbal Raposo