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A mostrar mensagens de Janeiro, 2009

fiel amigo

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EM DIA DE AMIGOS
Chorar a lágrima como se nossa fosse.
Repartir alegria quando a festa é rija. Pôr dardos na língua quando a verdade o exija. Mas cultivar o mel porque amizade é doce. 
Ponta Delgada, 2009-01-29 Aníbal Raposo
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CONVITE PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO "ENTRE O SONO E O SONHO"
DATA: PRÓXIMO SÁBADO, DIA 31 DE JANEIRO, ÀS 20h00 LOCAL: ONDA JAZZ BAR, LISBOA


(CLICAR EM CIMA DA IMAGEM PARA VER TODA A INFORMAÇÃO)
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HOMENAGEM AO PEDRO PAULETA
E assim foi, no passado dia 27 de Janeiro, a homenagem ao Pedro Pauleta promovida pelo Jornal "A bola". O Teatro Micaelense, repleto, contava na assistência com o Presidente do Governo Regional dos Açores, Secretário de Estado do Desporto, Eusébio, Carlos Queirós, Gilberto Madail entre outros. Não faltaram mensagens: de Jorge Sampaio a Felipão (vinda da Inglaterra). Pauleta, emocionado, a receber a bola de prata especial como melhor marcador de todos os tempos da selecção nacional. Fiquei muito feliz por me ter cabido fazer, com a minha banda, a segunda parte da gala de homenagem, transmitida para todo o arquipélago pela RTP e RDP Açores e, dessa forma, prestar a minha homenagem a um homem que cultiva a simplicidade dos grandes Homens, açoriano dos quatro costados e exemplo para a nossa juventude. Parabéns Pedro Pauleta! 
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GESTÃO DE RECURSOS

RH?  RH a PQP!

Eu sou gente, e tenho nome, porra!
Você é que é um RanHoso!
Usa óculos, Dolce & Gabbana, bem graduados, e, no entanto, não me vê!
Aníbal Raposo
Lisboa, 2009-01-21
Notas: RH - Recurso Humano PQP - Pata Que o Pôs
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DA NAVEGAÇÃO
Pela manhã o meu corpo veleiro mareou as suaves ondas do teu, oceano de espanto.
Apostámos, os dois: barco e mar, em simbiose perfeita, na louca navegação do desejo.

E chegámos cansados da viagem, com os olhos brilhantes em tons esmeralda,
a porto seguro. 
Aníbal Raposo 2009-01-17
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PONTA DA MADRUGADA

Soou a sineta, veio a salva e o rancho paroua lúgubre toada
das Ave Marias.
O irmão-mestre pediu para nos sentarmos um pouco a fim de refazermos forças para a próxima etapa da longa caminhada diária. Os romeiros mais velhos olharam para o mar adivinhando o que se ia seguir...
Pouco depois,  habituados à escuridão dos trilhos calcorreados desde as quatro da manhã, cerrávamos os olhos:

Era o sol a irromper, majestoso como nunca, no horizonte alaranjado da Ponta da Madrugada. Depois prosseguimos  com as almas lavadas pela beleza do momento e pela força da nossa oração.
Ave Maria...
Aníbal Raposo 2009-01-14
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Fotografia: Sónia Nicolau
FIM-DE-SEMANA

Deixei lá em cimaa dita civilizaçãoe a neblina húmidabeijando os pés das almas frias, gémeas dum fim-de-semana invernoso.
Na minha fajã
o sol insiste em acariciar-me a cara e aproveita para me fazer ciúmes beijando cada árvore que plantei. Ao meio-dia os sargos,
de frescos, saltam na grelha. Reaparecem os cheiros da infância na coluna de fumo que se ergue da fogueira de canas, verticalmente, na atmosfera calma. 
A primavera apressada
quer já fazer-se anunciar nos abrolhos verdes dos ramos das figueiras.
E há sempre, no cimo da falésia o pio dos milhafres, aves irmãs orgulhosas e libertas.
Esta é a oração mais piedosa que me ocorre nesta hora: bendigo o Criador do universo
por estar vivo, aqui e agora.
Aníbal Raposo 2009-01-11
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O PALCO DE NOVO

No próximo dia 27 de Janeiro vou pisar de novo o palco do Teatro Micaelense para cantar as minhas cantigas na segunda parte do espectáculo de homenagem a um conterrâneo que muito admiro: o Pedro Pauleta.
Grande jogador de futebol, açoriano de gema, gente simples, humilde e bem formada, com um coração do tamanho do mar que sempre vislumbrou. O maior marcador de todos os tempos da selecção do meu país.
O açor vai voar de novo! Parabéns Pauleta!
E, já agora, apareçam.
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A DIMENSÃO DO FUTURO

Repara na pequena
semente da araucária levada ao sabor do vento.  
A sua humildade esconde a dimensão do futuro.
Ponta Delgada, 2009-01-09 Aníbal Raposo
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O VELHO E A DANÇA

Havia um velhinhoLímpidocavalheiroMuito bem formadoMas muito lampeiro.Num baile bispouDonzela sem doloDeu-lhe por completoA volta ao miolo.Sentiu o idoso,Como é bom de ver,De novo a paixãoA quererrenascer.Com muito denodo(Caso singular)Dirigiu-se à moçaResolveu dançar.Convidou a damaPara o salsifré.Passos à derivaDe trôpego o pé.Dançou, tanto, tantoE com tanta galaQue se estatelouNo meio da sala.