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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2009
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EM CADA VERSO

Em cada verso vou cantar-te, amor. No teu compasso as notas certas planto.   Bebo-te os lábios, doces, de licor. Vamos lavrar os dois um mar de espanto.
Ponta Delgada, 2009-02-26
Aníbal Raposo
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QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Não te esqueças que és pó!Poeira das estrelas
que alguém aglutinou
para tu seres.E a poeira que és,desagregada em funçãoda tua anunciada morte,será de novo joeiradapela invisível mão
do Criador.Poderá devir depoisnoutro lugar, noutra coisaou noutra criatura,mas habitará o universocomo poeira das estrelasaté ao fim dos tempos.Sonha!Que sonhar é ser eterno...
Ponta Delgada, 2009-02-25Aníbal Raposo
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SELO BLOG DORADO
Fui presenteado com o selo "Blog Dorado", pela Eelleenn do blogue (http://felixahel.blogspot.com) e vou atribui-lo a alguns amigos.
Agradeço do coração à Eelleenn faço-vos a todos um convite para passarem pelo blogue dela.
As regras são:
1 - Exibir a imagem do selo; 2 - Postar o link do blog de quem te mandou; 3 - Escolher 10 blog´s e distribuir o selo; 4 - Avisar seus escolhidos. 
Peço desculpa por não poder contemplar mais amigos mas só podem ser 10.
E os nomeados são:
Marina Pastor - http://espigasdelalma.blogspot.com; Ausenda - http://tempoagreste.blogspot.com; Sônia Brandão - http://passaroimpossivel.blogspot.com; Paula Raposo - http://romasdapaula.blogspot.com; Luna - http://multiolhares-poetadaspiramides.blogspot.com/ Sônia Schmorantz - http://schsonia.blogspot.com; Carlos Barros - http://irretorquivelpsique.blogspot.com; Conceição Bernardino - http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com; Colibri - http://colibri-angola.blogspot.com; Fátima Borges - http://deliriosdas…
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DANÇAS DOUTROS CARNAVAIS
Não me venhas de novo a seduzir com conversa fagueira e jogos imorais. 
Rasga-me esta máscara
e presenteia-te, por uma vez, com um favor singelo: não mintas mais.
Disfarces para quê
se tu não és faceira?
A ti, bem te conheço, de antanho e de ginjeira, das danças tristes, funestas, doutros carnavais.

Ponta Delgada, 2009-02-23 Aníbal Raposo
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AMANHÃ NÃO TE DAREI FLORES

Amanhã, por ser banal, não te darei flores.
Convidar-te-ei, tão somente, para um lugar tranquilo à beira-mar e dar-te-ei um longo e húmido beijo.
Em seguida, far-te-ei erguer comigo uma taça de bom vinho e brindarei à rosa das rosas,
à mais delicada que conheço:
tu, meu amor. 

Ponta Delgada, 2009-02-13 Aníbal Raposo
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POEMA PARA A MULHER QUE PASSA

Podias ser Lianor
Pois que caminhas formosaPela verdura descalça.
E garota de IpanemaJá que tu és coisa lindaTão linda e cheia de graça.
Ou Rosinha dos limões
Fada de olhar feiticeiroCom esse ar de chalaça.

Mas por não saber, princesa,Que nome te baptizouPrefiro dizer, riqueza,Como o poeta cantou:Passou uma delicadeza,
Uma mulher que ficou.
Ponta Delgada, 2009-02-05Aníbal Raposo__________________________________________
Recebi da minha querida amiga, a poetisa Betina Moraes, do blogue “Versos e idéias”, um convite para executar a seguinte tarefa: 1 - agarrar o livro mais próximo;
2 - abrir na página 161;
3 - procurar a 6ª frase;
4 - colocar a frase completa no blogue;
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POEMA MARGINAL

Ainda não se enxerga a madrugada quando o novo poema prepara seu iminente parto.
Fermenta na vesúvica erupção da mente, para depois fluir em brasa, folha abaixo, na inesperada torrente lávica das palavras.

Nasce às vezes sonoro, às vezes grave, noutras por entre loucos, alarves e insanos risos. Brota dos desconexos gestos báquicos, irreflectidos, no escárnio cínico dos espelhos.
Acabou de mijar, sem pudor algum, nas delicadas esquinas de convenções secular e laboriosamente trabalhadas,  escarnecendo, a mostrar os dentes podres, do que é o simples e vulgar bom senso.
Não posso nem te quero segurar, poema sem amarras.
Foi opção tua vir assim ao mundo:
livre e marginal.
Meu poema vivo, poema sem-abrigo. 

Lisboa, 2009-02-02
Aníbal Raposo
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DA BATIDA INESPERADA DO VENTO

Perdidos dentro dos nossos domésticos afazeres diários,soporificamente embalados nos braços de Morfeu,nem sempre nos damos conta dos sinais premonitores da tormenta.Então, quando ela surge, a sensação  é a de termos sido repentinamente abocanhados pela ferocidade das mandíbulas dum tigre.Perante a enorme sacudidela de ventonas velas do navio da nossa vida,sentimo-nos sem bússola, perdidos,desesperados com a situação.Nessa altura não estamos preparados para vislumbrara soberana oportunidade que nos é dadapara refazermos o rumo e retomarmoso equilíbrio da nossa barca.Mas, normalmente,depois da grande e inesperada oscilaçãonavegamos mais adultos e mais sábiosna vasteza do mar-oceano da nossa existência.
Lisboa, 2009-02-01 Aníbal Raposo ------------------------------------------
Esta é a minha participação no 11.º jogo das 12 palavras do blog Eremitério. Palavras-desafio:Batida; dentro; Morfeu; navio; oceano; oscilação; sacudidela; situação;soberana/o; tigre; vast…
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DA ACENTUAÇÃO

Já não falo de não terem vincado no nato volume, o i de minha graça, que a língua lusa e, já agora, eu,
vá lá saber-se por que vão capricho, fazemos questão que seja acentuado e grave. 

Dir-se-á que foi um lapso, falta de atenção e de tempo disponível.
Pois bem, não quero lançar anátemas: aceito e acredito que assim tivesse sido.

No entanto,
na minha provecta idade tenho como dado e provado que todas as acções obtêm sempre o tempo preciso que estamos pré-dispostos a dispensar-lhes.
Acentuo, porém, com amizade mas com acento muito grave, não ter sido desenhado o tempo e o espaço para conhecermos e distribuirmos abraços cúmplices aos diversos pais e mães da cópula feliz que gerou a criança linda que ontem nasceu
no Onda Jazz.
Lisboa 2009-02-01 Aníbal Raposo