sexta-feira, junho 27, 2014















FIM DE SEMANA

Um riso novo a estrear
Um jardim para regar
Um trilho para explorar
Um peixe para pescar
Umas lapas p'ra apanhar
Uma plantas p'ra tratar
Um vinho para provar
Um céu enorme p'ra olhar
Um livro p'ra devorar
Uma canção p'ra cantar
Amigos p'ra conversar
Um beijo p'ra degustar
Umas velas pr'a enfunar
Um mar para navegar
Mil sonhos para sonhar.

Relva, 2014-06-27
Aníbal Raposo

segunda-feira, junho 23, 2014














DAS PEDRAS, AVES E BÚZIOS

As pedras
Já não acertam nos alvos
Estão polidas por usos e abusos.

As aves,
Essas cruzam cruzam céus, libertas,
Há milénios que não adejam em tacanhos e reptílicos voos.

Os búzios,
Escondidos nas suas conchas,
Buziam-se para versos macambúzios.

Cantemos pois as emoções da vida
Com palavras nossas,
Simples,
Mas tão surpreendentes
Como o irromper das madrugadas.

Céus do Atlântico, 2014-06-23
Aníbal Raposo

sexta-feira, junho 20, 2014
















A ESCADA

Não sei em que patamar estou.
Pouco me interessa.

Quero alegrar-me
Em cada degrau a que me guindo.

O fim da escalada
É mergulhar na luz
Dum infinito e desconhecido azul.


Relva, 2014-06-20
Aníbal Raposo

terça-feira, junho 17, 2014














A FUGA

Um guarda-chuva é bom para abrigar,
Manter a calma e amenizar o clima.
Mesmo que estejamos prestes a levar
Com um bocado de céu velho em cima.

Relva, 2014-06-17
Aníbal Raposo


AGUARELA

Meus olhos, mais que o meu pincel,
Louvam teu rosto em aguarela.
Meu doce amor, a vida é bela
Mesmo espelhada num papel.

Relva, 2014-06-17
Aníbal Raposo

Aguarela incompleta de Vladimir Volegov