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A mostrar mensagens de Dezembro, 2015
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DO RELEVO DA COR Se há coisa
que sempre
me contenta é devolver
o verde e o viço
à massa amorfa, defunta de cinzenta.
Relva, 2015-12-03
© Aníbal Raposo
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CAÇADOR DE LUAS

Sou um furtivo
caçador de luas.
Consegues ver
um mar de prata
nos meus olhos?

Relva, 2015-12-28
© Aníbal Raposo
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UM OLHAR DENTRO DE MIM
Tenho vivido absorto, alegremente. O tempo flui de forma displicente, E a vida é curta, deve ser vivida.
Neste pisar de palco permanente Digo p’ra mim, de forma consciente: - Não há farsa maior que a minha vida.
Se chorar quero, rir, ou admirar-me A Deus dar graças, reconciliar-me, Comigo: Oro - a prece é um fortim.
Sempre que me pondero e me aprofundo, E me apetece escarnecer do mundo, Não tenho mais que olhar dentro de mim.
(Refletindo sobre um texto de António Vieira)

Relva, 2015-12-23 © Aníbal Raposo


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ANIVERSÁRIO

Neste dia peço a Deus
Que me brinde com a sorte
De ter o amor dos meus
De nunca perder o norte
E conservar o juízo,
O bem de que mais preciso,
Até à hora da morte.
Relva, 2015-12-05
© Aníbal Raposo

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MUSAS FUGIDIAS

Não deves
forçar nada A poesia
sai
Não tem
porta
de entrada
Relva, 2015-12-03 © Aníbal Raposo