quarta-feira, dezembro 23, 2015















UM OLHAR DENTRO DE MIM

Tenho vivido absorto, alegremente.
O tempo flui de forma displicente,
E a vida é curta, deve ser vivida.

Neste pisar de palco permanente
Digo p’ra mim, de forma consciente:
- Não há farsa maior que a minha vida.

Se chorar quero, rir, ou admirar-me
A Deus dar graças, reconciliar-me,
Comigo: Oro - a prece é um fortim.

Sempre que me pondero e me aprofundo,
E me apetece escarnecer do mundo,
Não tenho mais que olhar dentro de mim.

(Refletindo sobre um texto de António Vieira)

Relva, 2015-12-23
© Aníbal Raposo


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