sexta-feira, janeiro 13, 2017























QUANDO ME QUISERES FALAR DE AMOR

Sempre que este céu chorar de breu
fala-me ao ouvido de águas soltas.
Das que escorrem pelas muitas cicatrizes
que um dia a lava em fogo desenhou
no corpo verde e virgem
desta ilha.
Fala-me também de mares revoltos,
seduzidos pela lua e pelo vento.
Das ondas-véus-de-noiva a desabar
sobre o preto mistério do basalto.
De impulsivos abraços, apertados.
Dos cheiros sensuais
que há na maresia.

Por fim podes falar-me, meu amor,
Da quietude das águas das lagoas.
São espelhos que refletem tanta luz
como a que é derramada sem pudor
nos olhos soalheiros
dos amantes.

Relva, 2016-01-13
Aníbal Raposo

2 comentários:

Graça Pires disse...

Um excelente poema! Gostei imenso.
Uma boa semana.
Beijos.

Aníbal Raposo disse...

Obrigado amiga.
Boa semana.
Beijos.

Gosto de te reinventar em cada esquina do meu pensamento. De te pintar com as cores da tua luz. A que os prismas da ...