quarta-feira, dezembro 01, 2004

















MARÉ E NATIVIDADE

Maré:

O meu amor é como o mar
Revolto
Sendo tu o porto
Onde me abrigo após cada tormenta
Nessa lida, lenta
Que começa ao despertar

Às vezes
(Não te vou mentir...)
Eu sinto a febre de partir
Mas ao pensar em ti
Ao ver a luz do teu olhar
Não sei porquê
Acabo por ficar


Natividade:

O meu amor é um abandono
Tão suave como a luz do outono
Mistura de tristeza e de alegria
Tu és p' ra mim
Assim como o romper dum novo dia

Às vezes, só por um instante
Pressinto-te distante
Mas logo um beijo doce
Um breve abraço
Dois segredos
Afastam para longe esses meus medos


Aníbal Raposo
1988
Tema incluído na série da RTP "O barco e o sonho" de José Medeiros

3 comentários:

Nuno Barata disse...

Devor ter dito este poema e outros que fazem parte das bandas sonoras das produções da RT-a centenas de vezes, em voz alta e baiuxa e até em silêncio. Este é, para mim, dos melhores que li e ouvi. Na voz da Suzana Coelho fica como ouro sobre damasco.

Mariana Matos disse...

Aníbal, hás-de ouvir a TUCA ( Tuna Universitária Corsários dos açores em Lisboa.) a cantar esta música tua. Linda. Quando ouvida em Lisboa, ainda mais bonita.

Aníbal Raposo disse...

Mariana,
Obrigado pela informação. Vou procurar ouvir.