sexta-feira, novembro 26, 2004





UM CASO DE POLÍCIA

Ai essa mulher tem
Um jeito que ninguém
Sabe explicar
Um riso tão fatal
Na boca sensual
Uma promessa no olhar
Faz-me saír do sério
Em sonhos de mistério
Perder-me em fantasias
E dar voltas na cama
Direi que ela programa
As minhas alegrias

Essa mulher não tem
Piedade de ninguém
Um olhar terno...
Ela é louca varrida
E faz da minha vida
Um doce inferno
Põe-me a correr mil perigos
Brigar com meus amigos
Calou-me o violão
É um poço de malícia
É um caso de polícia
Roubou-me o coração

Aníbal Raposo
1999-01-27
Lisboa

1 comentário:

Nuno Barata disse...

O meu saudoso amigo Alceu Carneiro, um cromo (no bom sentido) de Ponta Delgada, quando passava uma mulher bonita, bem feita, "uma gaja muito boa", como ele dizia, ele fgritava a traz do balcão:Senhor guarda, Senhor guarda, prenda essa senhora, não há direito dela andar na rua a fazer a cabeça de um homem andar à volta".
era um caso de policia.