sexta-feira, abril 22, 2005




TALVEZ

Talvez um riso teu, um gesto sábio
Pudesse ser o sol do meu conforto
Talvez tu queiras ser o astrolábio
Que guia a minha nau para bom porto

Talvez no mar irado das tormentas
Talvez no batalhar do dia-a-dia
Tu sejas o planar, com asas lentas
Da garça que adivinha a calmaria

Talvez o melro poise na varanda
Talvez o seu cantar me lance pistas
Talvez eu chegue ao fim desta demanda
Talvez sejas real, talvez existas


Aníbal Raposo
1999

2 comentários:


  1. Um Belo Poema a uma "deusa" (des)Conhecida?

    Visito este Blog pela primeira vez, através da tua subscrição do Apelo para a Humanidade, do qual sou um dos promotores. Obrigado pela tua adesão.

    Vou colocar o teu link no Fraternidade.

    Um Abraço,

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  2. estou em crer que não há poeta sem um melro.

    :)

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