quarta-feira, junho 19, 2013




















SAUDADES DE TI TÃO PERTO

Meu Deus, como era bom ter-te comigo
Aqui no doce abrigo do meu lar
Amar-te de mansinho sobre a cama
Com a calma que um casal tem de se amar

Perder-me nos teus seios e encontrar-me
Molhando esse teu ventre e prazer meu
Morrer, braços em cruz, nesse teu corpo
Tendo a certeza de acordar no céu

Meu Deus tira-me a paz, tira-me tudo
Até os olhos meus podes cegar
Mas nunca, aqui te peço, me retires
O voo, a liberdade de sonhar


Aníbal Raposo
balcão do Zás Trás
1997-07-05

3 comentários:

Anónimo disse...

Que fizeste amigo meu?
Que pecado cometeste?
Para desejares o céu
Quando ainda não morreste!

Que fizeste amigo meu?
Que  coisa estranha tramaste?
Para perderes o que é teu
Ou alguém que muito amaste!


Que fizeste amigo meu?
Que tramou tua liberdade?
Porque o sonho não morreu
Os sonhos não têm idade!

Que fizeste amigo meu?
Que desespero afinal?
Quem um erro  cometeu
Não tem pena capital!

Omaia 

Aníbal Raposo disse...

Caro poeta Omaia,
Muito bonito o seu poema. Serve muito bem a situação que imaginei já alguns anos.
Um abraço
Aníbal Raposo



Anónimo disse...


Ao saber que a mensagem
E a poética foi sentida
Por poeta me chamares
Sabendo estar de passagem
Sinto que até ao fim da vida
Poetas são os meus pares

Obrigado
Omaia