segunda-feira, março 28, 2005




ENGANOS

Que sabes tu de mim, amor que o és,
Se na longa jornada que fizemos
Nunca abriste as narinas ao perfume
Das palavras que te eram dirigidas?

Agora, recordas com ternura
As outras, deixadas solitárias
Na caixa do correio imaginária
Duma joaninha que inventei em ti.


Lisboa
2003-07-02

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