sexta-feira, outubro 31, 2008



COLECCIONANDO ESTRELAS

Em vez de andares a vasculhar
Por entre as teias do sótão do ressentimento,
Aproveita o dia...

Deixa este sol de Outono
Acariciar-te a cara e diz:
Estou vivo!

Põe-te a escrever as canções que faltam
No teu sonhado álbum branco:
O luminoso.

Tu sabes bem que é na lua nova
O tempo certo para se coleccionar estrelas.

Põe as palavras de amor
A vibrar na frequência exacta,
Como se tentasses afiná-las
Pelo sagrado diapasão do universo.

E lembra-te que o poema mais sublime
Tem o tom do que é e faz sentido.

Ponta Delgada 2008-10-31
Aníbal Raposo

9 comentários:

  1. Olá meu caro amigo, obrigado pela visita, deu-me oportunidade de visitar o seu espaço e...mágnifica musica, poesia de qualidade e originalidade incomum e música que merecia ser ouvida por este país fora...tudo com um cunho de genuína açorianidade...

    Voltarei...


    Abraço

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  2. Aníbal,

    belo, este poema!
    ainda só dei uma voltinha pelo seu "sítio" e do que vi e ouvi, gostei, vou voltar concerteza, mas no fim-de-semana, com mais tempo e calma.
    Obrigada p'las palavras deixadas.

    conheci em 2004 e adorei adorei a sua (nossa) Ilha...
    bom resto de semana
    um sorriso :)

    mariam

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  3. Com vista a dar “voz” aos novos autores, o Portal Lisboa estabeleceu uma iniciativa única, no campo da criação literária portuguesa.

    Neste sentido, o Portal Lisboa vai apadrinhar duas colectâneas literárias, uma de Poesia e outra de Contos Literários, a serem editadas pela Chiado Editora.

    Gostava de ver os seus textos publicados por uma editora de prestígio? Tem aqui a sua oportunidade!

    Descubra mais no site: www.portallisboa.net

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  4. Olá! Obrigada pela visita! Obrigada pelas gentis palavras também e pela oportunidade de chegar até este singular blog de poemas. Parabéns pela arte com as palavras... e vejo que temos em comum o SR. PROFETA... também ando por lá e gosto muito.
    Abraço grande e fica na paz.

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  5. Olá poeta,

    Com assombro, verifico que tem poucos comentários para tão mágnifica poesia.

    Neste poema " sem título", os meus olhos ficaram marejados de doces lágrimas, ao fazer-me recordar alguém, que há poucos dias, disse-me:
    VÁ APANHAR SOL E SORRIA...

    Posso fazer-lhe um pedido?

    Divulgue a sua poesia!!

    Obrigada pela sua gentil visita. Foi uma honra para mim.

    Voltarei!

    Abraço da Maria.

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  6. Esta humilde folha solta
    Este Vento que fala docemente
    Abre-se a alegria da terra
    Ai este Sol de sorriso presente

    Um manto tecido pelas brumas da manhã
    Uma mão segue o Sol outra a emoção
    O orvalho que dança no celeste
    Ganha a cor da exaltação



    Convido-te a pintares o teu olhar com as cores do arco-íris


    Bom fim de semana




    Aquele abraço

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  7. Gostei imenso!! Até porque vem de encontro ao meu sótão...mas eu ainda não tinha lido o teu poema! Beijos.

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