terça-feira, abril 21, 2009



PETER - CAFÉ SPORT

Há lugares assim...

Lugares de encontro das almas marinheiras,
vidas indomáveis, peles tisnadas pelo sol,
que vêm contar histórias de sal doutras latitudes
no meio de nenhures.

Na quadro da parede,
pendurado por cima do grande mapa mundi,
José Azevedo, o Peter, parece ouvir cada uma delas
com um sorriso bondoso e enigmático nos lábios.
Complacência de quem sempre as conheceu
contadas de diversas maneiras, em variados sotaques.

Ao canto do balcão 
a carta metereológica.
Às vezes, os afectos devem servir-se
em forma de comunicação anacrónica. 


Horta, 2009-04-20
Aníbal Raposo 

7 comentários:

Paula Raposo disse...

Já ouvi falar imenso nesse café repleto de histórias mas nunca estive aí. Beijos.

Dois Rios disse...

Sim, há lugares assim, onde se busca o aconchego de um olhar e a complacência de uma escuta.

Belo poema, Aníbal!

Beijos,
Inês

Nilson Barcelli disse...

Nunca lá fui, mas já li muitas histórias cerca desse café.
Caro amigo, bom resto de semana.
Abraço.

Maria Clarinda disse...

Lugares como este nunca se esquecem...principalmente para os amantes do mar!!!
Jinhos

Eduardo Aleixo disse...

Há lugares assim, míticos, mágicos.
Era a ideia que tinha ao ler sobre o Peter.
Adorava o Peter.
Um dia que ai fosse iria ao Peter.
Beberia o meu mítico e mágico gin.
De pé ou sentado.
E fui. Em Junho de 2008.
Vi as hortênsias.
Os capelinhos de solo negro.
A ilha do Pico.
E vi os cumes do Pico.
Porque tive sorte: uma senhora me disse: quer ver o cume do Pico?
Levante-se muito cedo antes que o nevoeiro o cubra com as suas luvas brancas.
Claro que a expressão luvas brancas é minha.
Mas a senhora tem razão. Teve: da varanda do hotel no Faial, seis da manhã: bom dia lindo chapeu destacado contra o ceu!
Adorei o Pico, as suas casas antigas, o sítio das baleias, o queijo, o vinho.
Mas o Peter?
Ai, o Peter!
Sempre cheio.
A abarrotar.
Esperava que esaziasse e punha-me a olhar os barcos.
E as mensagenns dos viajantes inscritas sobre os muros.
E o Peter sempre cheio.
Entrei e não havia espaço.
Não gostei de esperar.
Era contra as minhas expectativas.
Contra o sonho alimentado durante anos.
Olhei para o bar, para a fauna humana de mar, de velas, de turismo, de gin, de conersas anónimas.
Senti-me frustrado.
E só.
Não tinha tempo.
De madrugada tinha de zarpar.
E decidi ficar com o mito.
Foi como se não tivesse ido.
Fui.
Mas não entrei.
Não me sentei.
Fiquei sem nada.
Apenas com o mito.
De Peter.

Abraço.
Eduardo

gabriela rocha martins disse...

começo por pedir desculpa ,mas tenho tido imensa dificuldade em comentar através do canto.chão - está muito lento a abrir - apesar de todos os dias passar por aqui

mas ,seguindo o velho aforismo popular - se não conseguires entrar pela porta ,fá.lo pela janela - eis.me ,de volta ,nesta minha habitual ronda pelos "sete caminhos".....


.
um beijo

gabriela rocha martins disse...

ah! esquecia.me de acrescentar

ainda não conheço o café

ainda......



.
um beijo